Bicharada

Dicas para viajar com seu animalzinho de carro, ônibus e avião

Fique atento às exigências das empresas e à saúde do seu cão ou gato para fazer uma viagem tranquila

Por: Ana Karina Giacomelli
23/09/2016 - 16h08min | Atualizada em 23/09/2016 - 17h53min
Dicas para viajar com seu animalzinho de carro, ônibus e avião Juan Barbosa/Agencia RBS
Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS

Uma das preocupações recorrentes de quem tem um animal de estimação e gosta de viajar é o bem estar do bichinho na hora de pegar a estrada. Cada animalzinho tem uma necessidade específica, e um problema pode atrapalhar o momento de lazer. Não basta apenas liberar o porta-malas ou colocá-lo dentro de uma caixinha de transporte. É importante prestar atenção à saúde, à alimentação e à segurança do seu cão ou gato. Também é preciso estar atento às exigências das empresas, caso viaje de ônibus ou avião. As dicas são da médica veterinária Patrícia Radl.

Carro: o animal deve ficar dentro das caixinhas de transporte ou preso em guias, sempre no banco de trás. As caixas precisam ter aberturas para facilitar a ventilação. Cachorro de porte grande pode ficar acomodado no porta-malas, com a tampa interna aberta, para que você possa enxergá-lo. Coloque coleira e encaixe a guia no cinto de segurança do carro.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Animais de pequeno e médio portes podem ser transportados no banco de trás dentro das caixinhas de transporte, em cadeirinhas especiais ou guias e roupinhas com encaixe para o cinto de segurança. O bichinho solto dentro do veículo pode distrair o condutor e provocar acidentes. Além disso, em caso de uma freada brusca, o animal pode ser lançado com força em cima dos passageiros, contra o veículo e até mesmo pra fora dele.

Foto: Marcelo Oliveira / Banco de dados

Não permita que os animais viajem com a cabeça para fora da janela ou pegando muito vento. Além do perigo de cair para fora do carro, o vento resseca a córnea favorecendo o aparecimento de lesões e também alguma coisa pode entrar nos olhos do bichinho.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Animais que nunca viajaram devem se acostumar com a ideia antes de pegar a estrada. O ideal é dar uma volta de carro com ele no quarteirão, usando o equipamento escolhido, para evitar problemas em trajetos mais longos.

Melhor horário para viajar:
* Se o trajeto for muito longo, opte por viajar à noite. Quando o animal é agitado, a tendência é que ele durma mais neste período.
* Se o carro tiver ar-condicionado, é possível viajar a qualquer hora. Caso contrário, saia de casa bem cedo.
* Pare o carro a cada duas ou três horas para ele caminhar, tomar água e fazer as necessidades.

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Ônibus: tenha em mãos o comprovante da vacina antirrábica e o Atestado Sanitário para o Trânsito de Cães e Gatos, emitido por um veterinário. O animalzinho deverá ficar acomodado, durante toda a viagem, em caixas ou maletas. Em alguns casos, pode ser cobrada uma tarifa para o transporte. É importante entrar em contato com a empresa de ônibus, com antecedência, para confirmar as orientações e providenciar os documentos necessários.



Avião:
é necessário o comprovante de vacinação antirrábica (a vacina tem validade de um ano) e do Atestado Sanitário (validade de 10 dias) emitido por veterinário. Algumas companhias permitem o transporte do bichinho na cabine de passageiros. Nessa situação, o peso do animal somado ao da caixa de transporte não pode ultrapassar 10kg, e o passageiro pode transportar apenas um animalzinho. Algumas raças podem ser barradas pelas empresas ou por países de destino. O transporte é feito sempre em caixas específicas, com um forro para o caso de necessidades, como urinar, por exemplo. A regra vale para trajetos dentro do Brasil. 

Em viagens internacionais, além dessas exigências básicas, deve-se seguir, também as regras do país de desembarque. Em alguns lugares é necessário apresentar um exame de sorologia da vacina contra a raiva, o que deve ser feito com bastante antecedência, pois é um exame que pode demorar até 40 dias para sair o resultado. O passageiro deve, ainda, pagar uma taxa de transporte que varia de acordo com as companhias aéreas. As regras mudam de acordo com a empresa e estão disponíveis nos sites das companhias aéreas que operam no país. Se o animal for mais pesado, terá que viajar no compartimento de carga. Nesse caso, avalie se vale à pena levar o bichinho.

Foto: Reprodução


Atenção com a saúde

Vacinas: coloque-as em dia. Passeios podem expor o animal a vírus e bactérias. Programe-se com um mês de antecedência, para dar tempo do bichinho adquirir imunidade.

Vermífugo: use mensalmente. Com o estresse da viagem, o animal fica mais vulnerável a parasitas intestinais.

Anti-pulgas: aplique mensalmente. Confira se o produto também age contra carrapatos, porque, no verão, esses parasitas atacam mais.

Veterinário: faça uma consulta prévia para garantir o conforto e a segurança do animalzinho. O profissional poderá prescrever tranquilizantes ou remédios anti-enjoo. Lembre-se: automedicação pode ser perigoso para a saúde do seu peludo.

Alimentação

Leve ração suficiente para que o seu bicho tenha a mesma alimentação durante toda a viagem. Evite trocar a marca, pois, aliado ao estresse da mudança de ambiente, pode fazer mal ao seu animal.

Prepare a mala

Assim como o dono, o pet deve ter uma malinha só dele. Não esqueça de levar coleira, cama, roupas, escovas, brinquedos, potes de água e comida, medicamentos que ele costuma tomar (ou aqueles receitados pelo veterinário para a viagem), caixas de areia e a própria areia, no caso dos gatos, lenços umedecidos específicos para animais, soro fisiológico e gaze para limpeza de olhos e ouvidos.

Foto: Rogerio da Silva / Agência RBS



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