Seu Problema é Nosso

Em Cachoeirinha, menina "guerreira" precisa de ajuda para viver

Lívia Freitas, dez meses, deve fazer uso de uma bomba eletrônica para aplicar insulina, em função de ser diabética

17/10/2016 - 13h03min | Atualizada em 17/10/2016 - 13h03min
Em Cachoeirinha, menina "guerreira" precisa de ajuda para viver Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Faz pouco tempo que Lívia Oide Freitas, uma menina de apenas dez meses, foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 1. A doença a faz dependente de doses diárias de insulina para sobreviver.

No início de outubro, logo após os pais de Lívia terem descoberto a doença, veio a recomendação: que comprassem uma bomba eletrônica para aplicar insulina. A eficácia do aparelho é proporcional ao preço: R$ 21 mil, além de R$ 3 mil mensais para a manutenção. Como Lívia precisará usar a bomba por tempo indeterminado, a família se assustou com os gastos.

Sem dinheiro, o vendedor Bruno Freitas e a atendente Kelly Oide recorreram a uma alternativa que pais de crianças com diabetes costumam fazer. Criaram uma vaquinha online para arrecadar a quantia e comprar a bomba eletrônica.

Em menos de 15 dias, a família está perto de alcançar o valor desejado. Só que os R$ 18 mil pedidos na vaquinha são um erro de cálculo no orçamento. Eles precisarão de R$ 3 mil a mais e, caso consigam a bomba de graça, por meio de uma ação que será movida contra o governo federal baseada na garantia de saúde por parte do Estado, usarão todo o dinheiro arrecadado para cobrir os custos da manutenção do aparelho e do medicamento.

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"Muito forte", disse médico

Lívia começou a passar mal na noite do dia 27 de setembro. O vômito, os 38 graus de febre e o desassossego da menina foram confundidos com uma simples virose. Lívia, porém, estava sofrendo uma crise de hiperglicemia, quando há muita glicose no sangue.

Na manhã seguinte, Bruno saiu de Cachoeirinha e levou a filha ao hospital em Canoas. Demoraria seis horas para que a menina passasse por uma bateria de exames que detectassem o problema. Como que atendendo a um instinto, Bruno recusou-se a esperar. Disse à médica plantonista que levaria Lívia a um hospital em Porto Alegre.

Receosa de deixar a menina partir, a médica fez apenas um pedido: que os pais aguardassem pelo teste da diabetes. Em minutos, Lívia teve o dedo furado e a doença identificada. Nervosos, os pais não acreditaram no diagnóstico. A alimentação da família era saudável demais para que Lívia desenvolvesse diabetes.

Mas, quando a filha entrou no plantão pediátrico do Hospital Moinhos de Vento e saiu cheia de tubos, não houve mais como duvidar. O médico informou que o índice glicêmico de Lívia havia subido para 582, sendo que o aceitável para um bebê é, no máximo, 180.

— Ela foi muito forte — disse o médico, e continuou:

— Por muito pouco, ela já deveria ter entrado em coma e, em algumas horas, teria ido a óbito.

Desde então, Lívia está internada na UTI pediátrica, onde aguarda a chegada de uma bomba fornecida temporariamente pela empresa que vende o aparelho. Durante 30 dias, os pais farão um teste gratuita para avaliar como a menina reagirá ao aparelho. Se o resultado for positivo, a bomba irá garantir que a dose de insulina seja dada na medida, evitando que Lívia sofra outras crises.

Para ajudar

- Quem quiser colaborar com a Vakinha da Livia deve acessar o seguinte site: vakinha.com.br/vaquinha/missao-livia.


 






 
 
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