Barreiras ao desenvolvimento

Relatório diz que Brasil é o pior país da América do Sul para meninas

País ocupa a 102ª posição do Índice de Oportunidades para Garotas, em que 144 nações foram avaliadas

11/10/2016 - 18h36min | Atualizada em 11/10/2016 - 19h14min
Relatório diz que Brasil é o pior país da América do Sul para meninas Ver Descrição/Agencia RBS
Foto: Ver Descrição / Agencia RBS

Um relatório americano divulgado nesta terça-feira pela ONG Save the Children disse que o Brasil é o pior país da América do Sul para ser menina, considerando oportunidades para o desenvolvimento das jovens.

Entre 144 nações avaliadas, o Brasil ocupa a 102ª posição do Índice de Oportunidades para Garotas, segundo informou o jornal O Globo. Em todo o continente americano, o Brasil apenas fica à frente de Guatemala e Honduras no ranking que considera dados sobre o casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, representação das mulheres no Parlamento e conclusão do estudo secundário.

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O levantamento destaca a posição do Brasil no ranking como "país de renda média superior, que está apenas ligeiramente acima do pobre e frágil Estado do Haiti", listado em 105º. Embora o estudo não tenha divulgado tabelas, é possível ver que a representação parlamentar está entre os principais problemas do país. Os dados levantados fazem parte dos compilados pela União Interparlamentar. Segundo estes, o país ocupa a 155ª posição no mundo — são 51 deputadas federais, entre os 513 parlamentares eleitos no pleito de 2014.

Ainda de acordo com a ONG, o Brasil apresenta altas taxas de gravidez na adolescência e de casamento infantil. Os dados evidenciam o Brasil como um dos que mais impõem barreiras ao empoderamento feminino, privando as mulheres de oportunidades.

Segundo o relatório, alguns países na América Latina têm performances piores nesses indicadores em comparação à educação e à mortalidade materna. "A República Dominicana e o Brasil são os casos em questão, ambos de renda média superior, que ocupam a 92ª e 102ª posição respectivamente, ligeiramente superiores ao Haiti. Ambos possuem altas taxas de gravidez na adolescência e casamento infantil", diz o levantamento.

 






 
 
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