Trânsito

Detran-RS abre processo para suspender ou cassar carteiras de mais de 100 mil motoristas  

Em 2016, número de procedimentos cresceu 67% em relação ao ano anterior

11/01/2017 - 09h43min | Atualizada em 11/01/2017 - 09h43min
Detran-RS abre processo para suspender ou cassar carteiras de mais de 100 mil motoristas   Ronaldo Bernardi / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS / Agência RBS  

O Detran gaúcho aumentou em 67% o número de processos abertos para suspender ou cassar o direito de dirigir de motoristas infratores. O total cresceu de 59.908 procedimentos abertos em 2015 para 100.194 em 2016.

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Só de cassação da Carteira Nacional de Habilitação — que retira a CNH do condutor por pelo menos dois anos — foram abertos 6,3 mil processos em 2015. Em 2016, o número aumentou para 9,2 mil. O condutor é cassado quando já estava suspenso e é flagrado dirigindo quando condenado judicialmente por delito de trânsito ou ainda quando é reincidente no prazo de doze meses nas infrações previstas.

Segundo o chefe da Divisão de Suspensão e Cassação de Condutores do Detran, Anderson Barcellos, este resultado é reflexo do incremento da fiscalização de trânsito, seja pelas departamentos municipais, Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal. Porém, Barcellos revela que 40% destes condutores não entregaram a carteira de habilitação. 

— Essa garantia nós não temos. Até porque a fiscalização de trânsito não é onipresente. Nós aplicamos a penalidade, notificamos os condutores para que entreguem a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para cumprir a penalidade. Agora, essa garantia, efetivamente, nós não temos — revela Barcellos.

Para buscar estas habilitações que ainda não foram entregues, o Detran adotou a estratégia de aumentar a fiscalização. Em 2011, policiais militares chegaram a ir até a casa dos infratores para cobrar que eles entregassem suas CNHs.

O Detran comemora este aumento dos procedimentos e lembra que, em 2016, os acidentes com morte reduziram no Rio Grande do Sul, seguindo uma tendência que já ocorre desde 2014. Naquele ano, foram 1.825 acidentes que resultaram em 2.026 mortes. Em 2015, foram 1.531 acidentes que causaram 1.735 óbitos. A redução foi de 16,1% nos acidentes fatais e 14,4% nas mortes. Até o final de novembro do ano passado, aconteceram 1.511 acidentes fatais e 1.673 óbitos.

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