Impasse na folia

Secretário da Cultura afirma que Carnaval de Porto Alegre pode ser transferido do Complexo Porto Seco 

Luciano Alabarse reforça posição da prefeitura que o evento não será financiado por verba pública e cogita mudança de local em 2017

11/01/2017 - 09h32min | Atualizada em 11/01/2017 - 10h31min
Secretário da Cultura afirma que Carnaval de Porto Alegre pode ser transferido do Complexo Porto Seco  /
 

O tempo é curto para captar recursos para a edição 2017 do Carnaval de Porto Alegre, afirma o secretário da Cultura da Capital, Luciano Alabarse. Na manhã desta quarta-feira, o dirigente da pasta reiterou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que há uma força-tarefa estruturada com representantes da prefeitura e carnavalescos para buscar o financiamento privado da folia. Cogita-se uma mudança da estrutura e até do local do evento, do Complexo Porto Seco, na Zona Norte. Os desfiles estão marcados para os dias 10 e 11 de março. 

Sem entrar em detalhes, Alabarse diz que para viabilizar o Carnaval há possibilidade de mudanças da estrutura, que podem impactar as alegorias. Ele afirma também a possibilidade de transferir a edição do Complexo Porto Seco, na Zona Norte.

— Quando eu era secretário de Canoas, tivemos a mesma situação de dificuldades econômicas e levamos o Carnaval do Parque Eduardo Gomes para um bairro. Foi a edição de maior público do evento canoense. Eu vou ouvir os carnavalescos, eles entendem muito mais do que eu de qual seria o lugar mais adequado. A palavra deles pesará muito mais que a minha — afirma.

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Na última terça-feira, o prefeito Nelson Marchezan manteve a posição de que o Carnaval de Porto Alegre não vai receber recursos da prefeitura. O evento é orçado em R$ 7 milhões. Em reunião, Marchezan propôs aos dirigentes das escolas de samba ações em conjunto para viabilizar os desfiles através de recursos da iniciativa privada. O secretário reforça que há um clima conciliador entre a prefeitura e os carnavalescos. 

—Quem tem intimidade com captação de recursos sabe que e possível, mas um dos fatores mais importantes é o tempo. Temos que mostrar agilidade, há um cronograma intenso de reuniões, algumas empresas já estão sinalizando a participação — afirmou Alabarse.

Para incentivar a entrada de patrocinadores, o secretário diz que há negociação de contrapartidas,  já que o prazo é curto para que as empresas possam ter benefícios através de leis de fomento à cultura. 

— É preciso um prazo médio de 150 dias para que qualquer projeto cultural tenha o benefício legalizado. O que estamos vendo são contrapartidas, ações que poderão ser feitas no local do evento. Estamos ouvindo os patrocinadores e os interessados que querem outras coisas... É uma edição de resistência- com retração dos tetos da lei de incentivo, tivemos um teto muito menor doe captação — afirma. 

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