Hora de comer

Não gosto de café da manhã. E agora? 

O que os especialistas tem a dizer sobre o papel da primeira refeição do dia na garantia de uma alimentação adequada

03/02/2017 - 16h00min | Atualizada em 03/02/2017 - 16h00min


Foto: Pena Filho / Agencia RBS

O Caderno Vida ouviu especialistas sobre regras de alguns modelos de alimentação que apresentaram novas discussões sobre temas recorrentes no universo das dietas. Entre eles, o intervalo adequado entre cada refeição e os riscos (e vantagens) do jejum prolongado. Nesta parte da reportagem Tempo de Comer, veja o que dizem sobre o papel do café da manhã na nossa rotina.

É bem provável que você já tenha ouvido falar que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Segundo o nutricionista Rodrigo Cauduro Oliveira Macedo, não existe uma refeição mais importante do que a outra em termos nutricionais. O fundamental, esclarece ele, é manter uma dieta que seja adequada como um todo. O que varia bastante são os hábitos da população de diferentes regiões ou países — dependendo do lugar, costuma-se dar mais relevância a um ou outro momento à mesa. Às vezes, o café da manhã é farto, e o almoço, composto apenas por uma salada ou um sanduíche.

Para quem não gosta de comer logo depois de acordar, Macedo explica que não é obrigatório ingerir algo sem vontade.

Pode-se aguardar até a fome aparecer — é comum que muitos façam o desjejum apenas no local de trabalho.

— Não tem regra, é muito individualizado. O importante é não estar com muita fome quando for comer — recomenda o nutricionista.

Para quem se exercita pela manhã, o melhor é comer antes, respeitando-se um intervalo de pelo menos uma hora entre a refeição e a prática da atividade. Quem acorda com pouco apetite pode optar por um "pré-café", com uma fruta, uma porção de frutas desidratadas ou um suco, deixando o pão e os outros itens para mais tarde, na volta da academia. Malhar em completo jejum é possível em algumas situações, de acordo com o nutricionista.

— Se você vai fazer musculação, que é um exercício mais intenso, pode ter mais desconforto, como tontura, náusea e vômitos.

Mas se for um exercício aeróbico, como correr, pedalar ou nadar, até pode ir em jejum, desde que não tenha uma sensação ruim. Tem que se conhecer — explana Macedo, que indica a presença de um profissional de Educação Física para orientação no caso dos exercícios em jejum. 

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