Saúde

"Tentamos achar um novo caminho que fosse mais rápido", diz um dos desenvolvedores da fosfoetanolamina nos EUA

Pílula do câncer deve ser vendida como complemento alimentar a partir de março nos Estados Unidos

15/02/2017 - 21h43min | Atualizada em 15/02/2017 - 21h46min
"Tentamos achar um novo caminho que fosse mais rápido", diz um dos desenvolvedores da fosfoetanolamina nos EUA Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS  

A fosfoetanolamina, que ficou conhecida no Brasil como a pílula do câncer, passará a ser comercializada como suplemento alimentar a partir de 16 de março nos Estados Unidos. O composto ainda não tem registro na Anvisa e está passando por testes que irão definir se são considerados medicamentos ou não.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Renato Meneguelo, um dos médicos responsáveis pelo desenvolvimento da substância, afirmou que a produção está sendo feita nos EUA porque a venda do produto é autorizada no país e que a documentação da comercialização no Brasil está em andamento. Ele afirmou ainda que estão sendo feitos testes no Nordeste, em São Paulo e em Florianópolis.

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Segundo Meneguelo, o composto age como um bioimunomodulador, que vai tentar regular o sistema imunológico para vários tipos de doenças, como o câncer, o Alzheimer e o Parkinson.

Meneguelo falou sobre a parceria com o químico Gilberto Chierice, que produzia e distribuía o produto na Universidade de São Paulo (USP). Segundo Renato, não houve rompimento do grupo, do qual fazia parte também o biólogo Marcos Vinícius de Almeida, mas uma divergência de opiniões. Parte do grupo queria aguardar os estudos serem completados e a outra queria colocar o composto no mercado.

- Como médico, eu não poderia ficar aguardando a resolução da parte burocrática que a Anvisa cobra, e que está certa em cobrar. Mas não houve um rompimento. Os testes em São Paulo continuam, não tem nada atrapalhando o bom andamento deles. Apenas fizemos outra rota para poder fazer um suplemento. Afinal, o próprio governo indicou que o nosso composto não produz efeito colateral e não é tóxico, então tentamos achar um novo caminho que fosse mais rápido e acessível à população que está precisando.

Conforme Meneguelo, a venda do produto não exigirá prescrição médica e o valor ainda não foi estipulado.

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