Porto Alegre

Pais de alunos bloqueiam escola municipal em protesto contra mudanças em horários na Capital

Na Lomba do Pinheiro, uma barricada de pedras e cordões de isolamento foram montados. Preocupação é com período entre almoço e aulas da tarde

07/03/2017 - 10h34min | Atualizada em 07/03/2017 - 14h18min
Pais de alunos bloqueiam escola municipal em protesto contra mudanças em horários na Capital Júlia Soares/Agência RBS
Foto: Júlia Soares / Agência RBS  

Pais de alunos da Escola de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos, no bairro Lomba do Pinheiro, impediram professores de entrar em sala de aula na manhã desta terça-feira em protesto contra as mudanças no ensino da rede municipal.

Uma barricada de pedras e cordões de isolamento bloquearam as ruas em torno do colégio, obrigando ônibus a desviarem sua rota. Os manifestantes trancaram o portão da escola, impedindo a entrada de professores e funcionários.

Os manifestantes alegam que, com a diminuição da carga horário dos professores, os alunos ficarão desassistidos por 1h30min entre o período do almoço e o início do turno da tarde. Atualmente, os professores dividem as turmas por escala para que ninguém precise ficar esperando do lado de fora local onde são servidas as refeições. Com a mudança, os 1,1 mil alunos (divididos nos dois turnos) teriam de ir todos ao mesmo tempo para o refeitório, que comporta apenas 120 pessoas.

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Patrícia da Rosa, 38 anos, mãe de quatro alunos da escola, disse que fica preocupada com o período em que as crianças ficarão sozinhas.

– Se os professores não puderem mais contar o tempo de almoço como carga horária, os alunos ficarão desassistidos, o que é desfavorável. No ano passado eles já tinham tirado a fruta da merenda das crianças, agora fiquei sabendo que também tiraram o guarda municipal que ficava nas escolas periféricas e que eles só estarão presentes no turno da noite. Isso é ruim, pois a escola fica numa zona de conflito do tráfico – diz Patrícia.

A presidente do conselho escolar, professora Aurici Azevedo da Rosa, disse que as determinações da Secretaria Municipal de Educação (Smed) deixam muitas dúvidas e que isso desorganizou todo o planejamento pedagógico que os professores fizeram durante o mês de fevereiro.

– Foi tudo de uma hora pra outra, não temos certeza de nada. Uma das coisas que mais preocupa os pais é como vão ficar as oficinas da escola que são realizadas nos turnos inversos, pois os professores é que monitoravam essas atividades.

Durante o protesto, o diretor da escola, Helton Affonso de Oliveira, recebeu uma ligação da Smed pedindo que a direção e a coordenadora pedagógica compareçam às 14h de hoje na diretoria pedagógica da Secretaria Municipal de Educação para falar sobre o que estava acontecendo na escola.

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Uma assembleia de pais está prevista para as 18h30min desta terça-feira para decidir se eles vão continuar protestando amanhã.


 
 
 
 
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