Às escuras

Escola municipal está sem aulas há oito dias, desde que ônibus foi queimado na Vila Cruzeiro

Cabos de energia que abastecem a escola foram queimados, deixando a instituição sem condições de atender mil estudantes

18/05/2017 - 13h31min | Atualizada em 18/05/2017 - 13h31min


Escuridão nos corredores da escola Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Pelo menos mil alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva, na Capital, estão sem aulas há oito dias, desde que um ônibus foi incendiado na Avenida Capivari, na Vila Cruzeiro, na madrugada da última quinta-feira (11). O coletivo foi queimado no fim da linha Icaraí, que fica em frente à escola. O poste que abastece a instituição ficou com a fiação destruída.

— A energia da escola vem pelos cabos que estão queimados e é subterrânea. Como é um poste da prefeitura, a Ceee não pode mexer — disse a diretora Silvana Maria da Silva Moraes.

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Circulando pelos corredores, é possível constatar a escuridão que impede os alunos de terem aulas. Além disso, a escola está sem telefone, sem internet e os alimentos que precisam ser mantidos em refrigeração e no freezer foram acomodados temporariamente em duas escolas da região.

Silvana e o grupo de funcionários esperam por providências para voltar a atender Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Conforme a diretora, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) prometeu a chegada de um gerador para retomada das atividades. Silvana afirma que o tempo de uso do gerador estava previsto em 12 horas por dia até a conclusão do conserto do poste. No entanto, a direção explica que o tempo não é suficiente para o atendimento nos três turnos — a Loureiro da Silva tem ensino desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos.

— Às 6h, já temos funcionários na cozinha preparando o café da manhã. E à noite, as aulas encerram às 22h30min. Enviei um e-mail para a secretaria pedindo mais cinco horas de gerador — afirma a diretora.

Avó da aluna Talita Gabriele Prates Oliveira, seis anos, Maria Isabel dos Santos Oliveira, 59 anos, está preocupada:

— Ela está no primeiro ano, quer vir para a escola e está tudo às escuras. Do jeito que está não dá para ficar — lamenta.

Maria está preocupada com a falta de aulas da neta Talita Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

A Smed informou que o gerador deverá ser instalado na escola na tarde desta quinta-feira (18) e permanecerá em uso durante 12 horas por dia. O custo do gerador será de R$ 990 por dia.

Em relação ao conserto dos cabos, a secretaria explica que está em andamento o registro de preços para a contratação da empresa que fará o reparo. Será necessária a troca de 280m de cabos e isoladores. Em relação aos gêneros alimentícios, a Smed garante que serão transportados diariamente das escolas onde estão armazenados.


 
 
 
 
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