Mercado

Novo Civic dá sinais de crescimento no mercado nacional dos sedãs

Toyota Corolla ainda lidera com folga o segmento, mas lançamento da Honda começa a conquistar espaço

14/09/2016 - 15h45min | Atualizada em 14/09/2016 - 23h55min
Novo Civic dá sinais de crescimento no mercado nacional dos sedãs Divulgação/Honda
Versão de entrada, a Sport oferece opção de câmbio manual ou automático Foto: Divulgação / Honda

Se o mercado nacional de sedãs médios fosse um filme, nos últimos três anos o Civic seria um ator inexpressivo que só fez algumas pontas, enquanto o Toyota Corolla seria a estrela. Com a nova geração lançada pela Honda no mês passado, o veículo ao menos já está assumindo a condição de coadjuvante.

Em setembro, considerando-se os 10 primeiros dias, pela primeira vez desde 2014 o Civic figura entre os 20 primeiros carros mais vendidos do mês no ranking da Fenabrave. Ficou exatamente na vigésima posição, com 650 unidades vendidas. Mas ainda não ameaça o Corolla, quarto colocado na lista geral nacional, com 1.735.

Em Porto Alegre, porém, a vantagem do sedã da Toyota é menor. Nos 10 primeiros dias do mês, foram 19 unidades vendidas, contra 14 do veículo da Honda.

– Já notamos o crescimento das vendas, e em parte isso ocorreu porque muitos consumidores estavam aguardando a nova versão. Para os próximos meses, a previsão é que as vendas tripliquem – analisa o gerente de marketing da concessionária Kaizen RS de Porto Alegre, Ingo Fabian.

Para ele, um grande mérito da montadora foi ter criado versões para diferentes gostos.

Top de linha, versão touring vem com teto solar e motor turbo de 173 cavalos Foto: Divulgação / Honda

– São várias opções, então o veículo atinge um público maior. Quem gosta de carro mais esportivo, ou mais luxuoso, ou meio termo, tem excelentes opções – explica.

Versão da entrada, a Sport manual parte de R$ 88 mil. A Touring, mais requintada e com motor turbo, chega a R$ 125 mil. E foi justamente um Civic top o primeiro a ser vendido na concessionária no mês passado, logo no lançamento. Aposentado no ramo de móveis, Mario Gershenson, 71 anos, conta que desde 2000 opta por modelos sedã. O último foi um Civic 2013.

– Achei espetacular essa versão. O carro tem potência fantástica, é macio, silenciosos e fácil de dirigir. Veio com recursos que eu ainda estou aprendendo a lidar – conta Mario, que enaltece ainda a segurança nas ultrapassagens que o propulsor turbo, de 173 cavalos, transmite ao condutor.

Um dos recursos que agradou Mario é o assistente de ponto cego: quando o condutor vai  virar à direita, ou mesmo trocar de pista, uma câmera no painel do carro mostra a visão lateral.

– Isso ajuda uma barbaridade. Se tem uma moto ou bicicleta que a gente não vê, evita um acidente. A visão é muito melhor e a gente nem precisa virar o rosto para ter certeza que a direita está livre – explica o condutor.

Veículo da Honda ficou ainda mais confortável na versão 2017 Foto: Divulgação / Honda

 A função brake hold (permite que o sedã equipado com câmbio automático fique parado, inclusive nas subidas, quando o motorista tira o pé do freio) é outra elogiada por Mario, que ainda tenta se adaptar ao freio eletrônico.

– Na versão anterior, eu criticava o fato de os retrovisores (externos) não serem rebatíveis. Agora corrigiram isso – acrescenta.

Mario enaltece ainda a manutenção barata quando comparada a de sedãs importados. Perguntado sobre o que mudaria no carro, ele pensa alguns segundos:

– Design, motor e conforto interno melhoraram muito, acho que em nada erraram. O carro tem oferece mais recursos do que eu preciso. Se eu tivesse que acrescentar algo, seria o fechamento automático do porta-malas. 

 






 
 
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