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Cheios de câmeras, carros terão monitoramento externo e interno

Meta das montadoras é registrar causas de acidentes. Motoristas e passageiros também terão imagens gravadas de seus atos

13/02/2017 - 13h02min | Atualizada em 13/02/2017 - 13h10min
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Montadoras trabalham para introduzir nos carros um sistema de vigilância que deve revolucionar a indústria automotiva já na próxima década. Os carros terão uma rede de vídeo, com câmeras de minúsculas dimensões conectadas a um computador central, para gravar os mais variados tipos de imagem. O sistema vai manter a gravação ininterruptamente, como câmeras de segurança de comércios e edifícios, e registrará na memória os 30 segundos anteriores e os 60 posteriores a qualquer movimento repentino do veículo, como uma freada brusca ou uma batida.

A novidade foi apresentada este ano pela Peugeot em Las Vegas, nos Estados Unidos. O grupo francês contratou os serviços da empresa de rastreamento Garmin para desenvolver o sistema de segurança para os futuros modelos da marca e também da Citroën, DS e Dong Feng. A expectativa é que a tecnologia chegue às ruas da Europa, em todos os modelos, em menos de 10 anos.

O sistema foi criado para oferecer informações que podem esclarecer acidentes. Mas em países como o Brasil, onde o roubo e furto de veículos são epidêmicos, a tecnologia poderá ser usada para combater os crimes. De acordo com informações da montadora, o sistema tem uma possibilidade que não deve agradar a todos os motoristas: além de registrar a parte externa, permite também a gravação constante de imagens do que ocorre em cada um dos assentos, inclusive o comportamento do condutor.

Sistemas para monitorar veículos estão sendo aprimorados dia a dia Foto: robyn beck / AFP

Nos Estados Unidos, a agência responsável pela segurança veicular (NHTSA) tenta, 2010, aprovar lei que obrigue os carros a ter esse tipo de "caixa-preta". No país, os veículos equipados com airbag possuem computador de bordo que registra as ações do condutor até cinco segundos antes de o sistema ser ativado. Porém, a NHTSA quer mais. O novo componente, semelhante ao que a Peugeot projeta e resistente a fortes impactos, água e fogo, custa entre quatro e cinco mil dólares (cerca de R$ 16,5 mil dólares). O valor é considerado alto pelas montadoras, que até hoje conseguiram evitar que a medida se torne lei. 

 
 
 
 
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