Laboratório da velocidade

Conheça tecnologias das pistas que estão chegando para carros de rua

Equipamentos usadas pelo Ford GT nas 24 Horas de Le Mans devem equipar veículos da fábrica americana 

15/05/2017 - 20h49min | Atualizada em 15/05/2017 - 20h49min
Conheça tecnologias das pistas que estão chegando para carros de rua Ford/Divulgação
Veículo prima pela esportividade Foto: Ford / Divulgação  

Testar futuras tecnologias de motores e aerodinâmica, ampliar o uso de materiais avançados  (como fibra de carbono) e vencer as 24 Horas de Le Mans.  Essas são, de acordo com a A Ford, as missões do projeto do novo GT . Veja aqui um vídeo do carro em testes na pista de Utah, nos EUA.

O painel digital e o modo de direção para pista fechada são exemplos de inovações do supercarro que estarão no Mustang 2018 e em outros modelos da Ford. Já a fibra de carbono, devido ao alto preço, ainda demora um pouco para equipar carros de série.

Asa traseira usa regulagens automáticas para melhorar aerodinâmica Foto: Ford / Divulgação

Não é de hoje que o GT serve de laboratório. O modelo 2005, por exemplo, foi o primeiro a usar carroceria de alumínio para reduzir o peso. Ele abriu caminho para o uso inovador de liga de alumínio de alta resistência nas atuais picapes Série F e no Expedition.

A nova asa tem tecnologia com patente requerida pela Ford que, como os flaps de aviões, muda de ângulo e formato para melhorar em 14% a eficiência geral do veículo. Até o motor ajuda na aerodinâmica. O design compacto do EcoBoost de seis cilindros permite uma carroceria mais enxuta do que seria necessário para um V8. O rebaixamento dos turbos e a colocação dos seus resfriadores à frente das rodas traseiras também contribui para o perfil mais enxuto.

Esse conjunto aerodinâmico garante uma força descendente positiva em todas as condições. Com a suspensão do GT elevada ou rebaixada, a força descendente tem um balanço de 30% ou 29% na dianteira, respectivamente.

GT tem sido testado também nas ruas Foto: Ford / Divulgação

Fibra de carbono

A carroceria de fibra de carbono reduz o peso e permite um desenho mais curvilíneo que, de acordo com a Ford, não seria possível com aço ou alumínio. A fábrica pesquisa a futura produção em escala de peças desse material. A fibra de carbono permite desenhos complexos porque o material é cortado como um tecido e depois endurecido por cura em alta temperatura.

O motor EcoBoost 3.5 do Ford GT é o mais potente da família, com 656 cv. Ele foi desenvolvido junto com o propulsor de competição do GT e o EcoBoost 3.5 da picape F-150 Raptor, que têm quase 60% de peças em comum.

O GT usa também um novo sistema de dupla injeção direta de combustível e turbo com uma nova tecnologia ¿anti-lag¿ que aumenta a potência em retomadas. Mesmo quando o piloto não está pisando no acelerador, ela mantém a velocidade e a carga do turbo para uma resposta mais rápida. A transmissão de dupla embreagem com sete velocidades permite mudanças quase instantâneas, com excepcional controle de direção. 

Mais maleável que aço e alumínio, carbono é largamente utilizado nas pistas. Nas ruas, preço impede uso em larga escala Foto: Ford / Divulgação

Suspensão ativa

A suspensão hidráulica muda a altura da carroceria para cada modo de direção, definidos ao girar um botão. Do modo ¿Normal¿ ao ¿Pista¿, o carro é rebaixado em 50 milímetros. No ¿Pista¿, a calibragem das molas, o ajuste dos amortecedores e a aerodinâmica ativa também mudam: a asa traseira é levantada e os dutos dianteiros se fecham para aumentar a força descendente.

A suspensão conta também com o modo de dianteira elevada para passar em lombadas e outros obstáculos. Ele pode ser acionado com o carro a até 40 km/h – acima dessa velocidade, o sistema retorna automaticamente para a altura normal.

 
 
 
 
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