Sombra

Tendas conquistam espaço nas areias do litoral gaúcho

Pontos de alguel se proliferam nas praias e ganham a preferência de muitos veranistas

13/01/2012 | 09h34
Tendas conquistam espaço nas areias do litoral gaúcho Kamila Almeida/Agência RBS
Dono de dez barracas, Seu Nilto tem como principais clientes famílias que garantem a locação para o mês inteiro de uso Foto: Kamila Almeida / Agência RBS
As tendas de beira de praia têm cada vez mais tirado o espaço do guarda-sol. Usadas por famílias ou grupos de amigos que planejam passar o dia todo na orla, são também boas protetoras da ventania, que tem se mantido em uma média de 20 km/h em Capão da Canoa.

Pontos de aluguel, como o de Niltovani Fernandes da Silva, estão se proliferando. O homem de 55 anos conta que o atrativo é antigo, tem mais de 30 anos. Mas confessa que neste ano a concorrência tem aumentado. É só o que se vê na beira da praia.

Segundo Silva, é preciso respeitar uma distância segura do mar para armar a tenda. Concessionário de dez barracas, procura montar as estruturas próximo aos quiosques, deixando uma ampla faixa de areia livre. Dia parado não existe, conta Silva. Todas as barracas são locadas por famílias que garantem o mês todo de uso, pelo custo que varia de R$ 350 a R$ 400.

— Esse é meu lucro certeiro, que garante o pagamento dos funcionários. O sustento da família vem do aluguel das cadeiras e guarda-sóis — conta Silva.

No estande do Seu Nilto, como é conhecido, só com muita sorte para uma diária. Ela pode sair a R$ 30, mas apenas se os “donos” deixarem a orla mais cedo. Do contrário, resta se contentar com um guarda-sol e uma cadeira.

— Trabalhamos para dar tranquilidade ao veranista. Não queremos que eles andem com um guarda-sol pendurado nas costas ou arrastando cadeira até chegar à praia. Ele precisa de conforto. E no final sai bem mais em conta do que comprar os próprios produtos — diz Silva.

Mas, tem vezes que Seu Nilto não disponibiliza a barraca de jeito nenhum: em dia chuvoso ou de muito vento.

[Em dias chuvosos] a areia fica muito mole e elas não se sustentam. E a ventania tem destruído as tendas. Vivo remendando. É praticamente um conserto por dia, que faço com minhas próprias mãos — conta.

Hoje, que o dia amanheceu chuvoso e a beira da praia estava vazia, nem Seu Nilto apareceu. O vento pelo menos deu uma trégua, marcando 6 km/h, na Estação Meteorológica do Estúdio de Verão da RBS, e a temperatura mínima chegou a 21,5ºC no começo da manhã.

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