Um roteiro pela Índia

No Rajastão, turista encontra a Índia representada nas novelas

Nossa repórter foi à Índia realizar o sonho de decifrá-lo e, depois de 30 dias, voltou ainda mais intrigada com esse lugar cheio de peculiaridades

Por: Janaína Kalsing
13/09/2016 - 03h05min | Atualizada em 13/09/2016 - 03h05min
No Rajastão, turista encontra a Índia representada nas novelas Ariel Camargo/Arquivo Pessoal
O Amber Fort, por ser no alto de uma colina, conta com elefantes que transportam turistas Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal

Batizada de Terra dos Reis, por causa dos excêntricos marajás, o Rajastão é uma região que concentra exemplos típicos do nosso imaginário, a Índia mostrada nas novelas. Elefantes e camelos pelas ruas, mulheres com suas joias e sáris coloridos e palácios gigantes compõe o horizonte, no deserto árido. 

A chegada em Jaipur, a capital do Estado, impressiona pelas construções em cor avermelhada, como o Hawa Mahal, o Palácio dos Ventos. O suntuoso prédio, com 900 janelas, foi assim construído por um marajá para que as mulheres de seu harém pudessem ver a movimentação da rua sem serem vistas pela população. 

Confira o roteiro completo:

A dura Calcutá
Ioga e espiritualidade na sagrada Varanasi
Nova Délhi, capital pluricultural
A cultural e fervilhante Mumbai
Bangalore, uma agradável confusão
Goa, um pedacinho de Brasil
Auroville, mística e mágica

A próxima parada foi no imponente Amber Fort, obra com elementos culturais hindus e muçulmanos. O local, um verdadeiro labirinto arquitetônico, foi usado por uma antiga família real indiana. Por ser no alto de uma colina, elefantes transportam turistas. Antigamente, dizem, transportavam moradores.

O imponente Amber Fort é uma obra com elementos culturais hindus e muçulmanos Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal

Estive em Jaipur na tradicional festa das tintas, o holi indiano. A celebração ocorre na primeira lua cheia de março e suas origens remetem a diferentes lendas mitológicas dos hindus. Milhões de pessoas de todas as idades vão às ruas para celebrar a data, com música, comida, bebida e pós multicoloridos, exaltando rica mistura de cores e pessoas. 

Os jovens também aproveitam a festividade para paquerar. Isso porque, neste dia, os velhos tabus acabam relaxando um pouco. O holi tem várias origens e significados, além de ser celebrado de diferentes maneiras em diversos locais da Ásia e Oceania. 

Janaína participou do Holi também em Varanasi Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal

A cerca de 400 quilômetros dali, minha segunda parada no Rajastão: a romântica Udaipur. Muitos a chamam de Veneza do Oriente, mas não achei sequer parecida. De fato, há belos lagos artificiais, mas o que encanta mesmo é a disposição da cidade e o seu pôr do sol. 

Udaipur, homens e macacos convivem em harmonia Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal
Indiano espera por água sagrado em bica de templo em Udaipur Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal

Do alto de uma colina, em frente ao Lago Pichola, assisti a um entardecer de cinema. Aliás, a cidade ficou famosa por aparecer no filme 007 Contra Octopussy. A produção é motivo de orgulho para os moradores, e a pedida é fazer um happy hour em um dos inúmeros terraços, onde diariamente o filme é rodado nos telões. Também vale conhecer o belo Palácio da Cidade (City Palace) e bater perna. Há vários "achadinhos", como bons cafés e restaurantes.

Pushkar é reduto de hippies e andarilhos Foto: Ariel Camargo / Arquivo Pessoal

Dali, segui para a pequena e tranquila Pushkar, a cerca de 380 quilômetros. De cara, fui cativada pelo lago sagrado, onde as cinzas de Gandhi foram atiradas. Ao caminhar pelas ruelas, logo percebi que a cidade é reduto de hippies e andarilhos. No local, também está um dos poucos templos dedicados ao deus Brahma, que, ao lado de Vishnu e Shiva, forma a tríade suprema do hinduísmo.


 






 
 
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