#PartiuRS

Ruínas de São Nicolau são vestígio do passado das Missões Jesuíticas 

Os restos em pedra da sociedade de padres e índios ainda podem ser admirados na cidade de 5 mil habitantes

Por: Gabriel Garcia
06/09/2016 - 04h04min | Atualizada em 06/09/2016 - 04h04min
Ruínas de São Nicolau são vestígio do passado das Missões Jesuíticas  Jonas Santos/Agencia RBS
Foto: Jonas Santos / Agencia RBS

Nosso destino hoje é São Nicolau, primeira querência do Rio Grande do Sul e local de uma das ruínas das Missões Jesuíticasno Estado.

Os restos em pedra da sociedade de padres e índios ainda podem ser admirados na cidade de 5 mil habitantes. Da igreja que funcionava há 390 anos, sobrou apenas o piso, depois de a construção ser incendiada no segundo ciclo da redução. Para visitar o que restou, no centro de São Nicolau, não é preciso pagar nada, e o passeio a céu aberto é admirado também por quem cresceu rodeado pela história.

— É muito bonito. Às vezes, quando venho aqui com meus amigos, dá vontade de ficar a tarde inteira — comenta a estudante Priscila da Rosa.

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Uma das estruturas ainda em pé servia como adega, lugar com temperatura mais amena onde os padres jesuítas produziam e conservavam o próprio vinho há quase 400 anos. Ao lado do sítio arqueológico e da Secretaria Municipal de Cultura, está uma casa construída há mais de um século com pedras da redução. Ela foi tombada como patrimônio histórico e artístico do Estado e guarda fragmentos de uma civilização.

Foto: Jonas Santos / Agencia RBS
Foto: Jonas Santos / Agencia RBS

Como visitar a região exige energia, uma boa pedida é a comida regional, como o Café de Cambona, que custa em média R$ 10 por pessoa e vem com bolo de milho e bolinho salgado frito. Por R$ 35, é possível pernoitar em pousadas locais e acordar onde nasceu o Rio Grande, em 1626. A marca é uma cruz às margens do Rio Uruguai, a 24 quilômetros do centro de São Nicolau.

— A história nos conta que os padres jesuítas passaram no Rio Uruguai nesse ponto. Era a forma que eles tinham na época de atravessar para a outra banda do rio — afirma o aposentado Edison Lisboa.

Foto: Jonas Santos / Agencia RBS

Dali, os padres foram em busca do ponto mais alto para construir a redução. O caminho que eles fizeram é conhecido como Trilha dos Padres Mártires. São 24 quilômetros repletos de verde, que percorremos de bicicleta.

Embora o caminho possa ser feito todos os dias, anualmente ocorre uma espécie de peregrinação de centenas de pessoas que buscam sentir a energia do lugar. Energia essa que está nas coisas simples que encontramos pelo trajeto, como a ponte sobre o Rio Jatuacá.

— É muito bom quando a gente chega e tem um visual desse aqui, uma água corrente e limpa. É tranquilizante. Dá uma energia para seguir em frente — diz Lisboa.

Foto: Jonas Santos / Agencia RBS

Como ir

A partir de Porto Alegre, são 555 quilômetros de viagem, com duração de cerca de sete horas. O trajeto começa pela BR-448 e segue pela BR-386, que vai mudando de nome até chegar a São Luiz Gonzaga como BR-285. Dali até São Nicolau, resta um trecho pelas RSs 168 e 561.

Para saber mais sobre o passeio de bicicleta, é preciso entrar em contato com a Secretaria de Turismo pelo telefone (55) 3363-2132.

Leia todas as matérias da série #PartiuRS

#PartiuRS é uma série multimídia que mostra as belezas do Estado. Além do ZH Viagem, a série pode ser acompanhada aos sábados, no Jornal do Almoço, da RBS TV, no Supersábado, da Rádio Gaúcha, e em um site especial no G1. A coordenação é de Mariana Pessin (mariana.pessin@rbstv.com.br)


 






 
 
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