#PartiuRS

Rota Caminho das Origens leva visitante a gruta, cascatas e história na região central do Estado

Roteiro inclui três municípios gaúchos: Mata, Jaguari e Nova Esperança do Sul

Por: Giulia Perachi
18/10/2016 - 04h02min | Atualizada em 18/10/2016 - 04h03min
Rota Caminho das Origens leva visitante a gruta, cascatas e história na região central do Estado Luis Eduardo da Silva/Agencia RBS
Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

O PartiuRS de hoje vai até a região central do Estado visitar as belezas naturais de três municípios que fazem parte da rota Caminho das Origens. O trajeto recebe esse nome porque foi feito a patas de cavalo pelos indígenas, primeiros habitantes deste lugar montanhoso que, depois, foi colonizado por italianos e alemães. É um roteiro com muita história, cultura e belas paisagens.

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Mata

De Porto Alegre até Mata, nosso primeiro destino, são 374 quilômetros e cerca de cinco horas de viagem. Para chegar lá, é preciso pegar as BRs 448, 386 e a RS-287. No pórtico da cidade, um dinossauro — sinal de que o passeio vai ser de descobertas.

A primeira parada foi no único jardim paleobotânico do Brasil, uma reserva de madeiras fossilizadas há mais de 2 milhões de anos. Com o passar do tempo, a erosão foi expondo esses fósseis vegetais e revelando um pouco mais da nossa história.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

A área de três hectares fica a céu aberto, entre os vales, mas os fósseis vegetais também estão na arquitetura dos prédios e nos espaços públicos. Quem quiser conhecer um pouco mais pode visitar o museu Padre Daniel Cagnin, que abriga fósseis de dinossauros encontrados na região. A entrada custa R$ 5, incluindo o acesso ao jardim.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

Jaguari

Nosso próximo destino fica a 50 quilômetros e cerca de 45 minutos de Mata, às margens da BR-287, no município de Jaguari: Cerro Chapadão, berço da colonização italiana na região. Após cinco quilômetros de estrada de chão, chegamos a um mirante de tirar o fôlego, de onde se vê a cidade toda desenhada entre os morros. Perto dali, fica a Reserva do Cerro, uma propriedade particular onde a gente se sente em casa. Na entrada, há uma mandala esculpida pela natureza.

— A missão maior da reserva é emitir e receber energia, e a mandala tem essa função. Todo mundo que chega aqui vai ter que passar e renovar a carga energética. E vai passar a ter uma carga diferenciada — explica o proprietário da reserva, Juarez Gavioli.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

Para quem gosta de explorar a natureza, a reserva tem oito trilhas ecológicas nativas. Em uma delas, há um paredão cheio de cascatas.

— Consideramos esse lugar a nossa fonte interna de energia, com água cristalizada da vertente, um ambiente intocado pelo homem — diz Juarez.

A reserva tem espaço para o descanso, com pelo menos nove cabanas temáticas, com pernoite para o casal a R$ 90. Também é possível hospedar-se em hotéis no centro de Jaguari, com diárias a partir de R$ 139. Mas não vá embora antes de visitar uma das vinícolas da cidade.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

Na Cooperativa Agrária São José, de 1932, a produção chega a 500 mil litros de vinho e espumante por ano. A especialidade é a uva goethe.

— Ela tem um aroma bem característico, com um buquê bem fácil de identificar — observa o enólogo João Guasso.

Nova Esperança do Sul

No segundo dia de passeio, fomos a uma cidade distante 30 quilômetros de Jaguari: a simpática Nova Esperança do Sul, onde o grande atrativo é a gruta subterrânea Nossa Senhora de Fátima, a maior do Estado. Formado por rochas, o local conta com várias entradas, túneis e salões.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

Ali, as imagens da santa que dá nome à gruta e a de Nossa Senhora Aparecida recebem velas e muitas flores. Do outro lado, fica o salão onde são realizadas missas e há uma fonte dos desejos. Com cerca de 30 metros de profundidade, a gruta tem capacidade para 3 mil pessoas. Ela conta ainda com duas claraboias que deixam o lugar iluminado — diferentemente dos túneis, que são bastante escuros e úmidos, indicados para quem realmente curte aventura.

Depois de uma trilha em meio à mata, é possível chegar a uma cachoeira, chamada de Véu da Noiva. Quem gosta de desafios pode arriscar outros caminhos e apreciar a queda d'água de cima.

Foto: Luis Eduardo da Silva / Agencia RBS

— É um lugar maravilhoso para contemplar a natureza, de qualquer ângulo — diz a comerciante Suziane Rodrigues.

Leia todas as matérias da série #PartiuRS

#PartiuRS é uma série multimídia que mostra as belezas do Estado. Além do ZH Viagem, a série pode ser acompanhada aos sábados, no Jornal do Almoço, da RBS TV, no Supersábado, da Rádio Gaúcha, e em um site especial no G1. A coordenação é de Mariana Pessin (mariana.pessin@rbstv.com.br)


 






 
 
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