#PartiuRS

Serafina Corrêa, um pedacinho da Itália no Rio Grande do Sul

Capital nacional do talian, o município serrano tem até réplica do Coliseu

Por: Giulia Perachi
11/10/2016 - 04h01min | Atualizada em 11/10/2016 - 04h01min
Serafina Corrêa, um pedacinho da Itália no Rio Grande do Sul HENRRY PALLA/Agencia RBS
Cidade tem uma rua com réplicas de construções italianas, como La Rotonda, residência de campo aristocrática no Vêneto Foto: HENRRY PALLA / Agencia RBS

Em meio a vales, parreirais e muito verde, esconde-se um pedacinho da Itália no Rio Grande do Sul. Além de belezas naturais e monumentos construídos pelo homem, Serafina Corrêa tem como marca a simpatia e a alegria do povo.

Cerca de mil dos 15 mil habitantes do município moram na zona rural, em lugares como o distrito de Silva Jardim, que merece estar no roteiro. Ali, a marca é a tranquilidade. De vez em quando, passa um carro na única rua do distrito, e os moradores ficam sentados na frente de casa.

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No distrito, há um capitel com a imagem de San Giuseppe, trazida da Itália. Na frente dele, fica uma gruta, a de Nossa Senhora de Lourdes — local para um momento de silêncio, reflexão e oração.

O principal ponto turístico da cidade é uma espécie de réplica do Coliseu de Roma. Aliás, em uma rua chamada de Via Gênova, há outras quatro construções inspiradas na Itália. Tem o castelo de Romeu, o castelo de Julieta, o castelo de Marostica e La Rotonda, todos próximos um do outro. Dentro deles, funcionam lojas, mas só a arquitetura já vale a visita.

Réplica da Casa di Romeo, em Verona Foto: HENRRY PALLA / Agencia RBS

No meio da Via Gênova, ainda há o monumento La nave degli immigranti, feito em homenagem aos imigrantes italianos e à influência que eles deixaram e que se mantém viva até hoje. Uma delas é o talian, falado no norte da Itália e trazido pelos imigrantes ao Brasil. Aqui, o dialeto incorporou algumas palavras do português e, hoje, é o mais falado em Serafina Corrêa — está até na legislação do município.

— Hoje, é a capital nacional do talian. Para nós, falar o talian talvez seja mais fácil do que o próprio português — diz o presidente da Federação das Associações Italianas do Rio Grande do Sul, Paulo Massolini.

Para quem quiser passar a noite, as diárias para casal custam em média R$ 200. O visitante vai voltar para casa cheio de lembranças históricas, bonitas, curiosas e típicas de uma cidade carregada de influências italianas.

Como ir

De Porto Alegre, a viagem dura pouco menos de três horas. São cerca de 220 quilômetros pelas BRs 448 e 386 e pelas RSs 130 e 129. Vale fazer paradas na estrada para admirar a paisagem.

Leia todas as matérias da série #PartiuRS

#PartiuRS é uma série multimídia que mostra as belezas do Estado. Além do ZH Viagem, a série pode ser acompanhada aos sábados, no Jornal do Almoço, da RBS TV, no Supersábado, da Rádio Gaúcha, e em um site especial no G1. A coordenação é de Mariana Pessin (mariana.pessin@rbstv.com.br)


 






 
 
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