#PartiuRS

Aventura arqueológica atrai turistas ao centro do Estado

Em Mata, no centro do Estado, os fósseis estão por todas as partes — até no banco da praça 

Por: Vanessa Backes
08/05/2017 - 15h58min | Atualizada em 08/05/2017 - 15h58min
Aventura arqueológica atrai turistas ao centro do Estado Reprodução/RBS TV
Foto: Reprodução / RBS TV  

Que tal fazer uma trilha, visitar dois museus e atravessar um rio de balsa? Essa aventura pode ser feita em Mata, na região central do Estado. Saindo de Porto Alegre, são 374 quilômetros. Para quem vai da Capital, é só pegar a BR-290, a BR-448 (Rodovia do Parque) e depois a BR-287. Da rodovia dá pra ver o pórtico do "Dino", sinal de que estamos na ERS 532, que dá acesso à cidade. É uma homenagem ao sítio arqueológico que existe na cidade.

Nosso passeio começou pelo museu Padre Daniel Cargnin, que faz parte do sítio e fica no Centro. O local abre todos os dias, e o ingresso custa R$ 5. As atrações são as centenas de peças de vegetais que viraram pedra, em um processo de fossilização que durou muito tempo. Elaine Della Pace, guia do museu, explica o fenômeno ocorrido há cerca de 200 milhões de anos: a madeira ficou soterrada, coberta por água e terra, e a matéria orgânica dos vegetais foi trocada pelos minerais.

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Mas o que impressiona mesmo logo na entrada da cidade é a famosa escultura do dinossauro. Na chegada, encontramos uma família vindo de Santa Maria, e desde que saíram de lá, as crianças só pedem para chegar logo para verem o dinossauro.

– É muito bonito aqui! E é grande esse dinossauro né! – se entusiasmava a filha Isabelly Silveira Müller, 11 anos.

Os fósseis não ficam só no museu. Estão espalhados pela cidade. Todos os degraus que subimos e descemos no caminho – e também nas praças da cidade – são de madeira fossilizada, aquela mesma que a gente viu no museu. No jardim paleobotânico, há mais fósseis a céu aberto. Dá pra fazer uma visita guiada e aproveitar a paisagem.

A culinária de Mata é de primeira linha. Almoçamos em uma pousada, e a quantidade de delícias enchia os olhos. Polenta, carne, cuca – a dieta ficou suspensa! E foi bem digestivo ao bolso também: com refrigerante, cada um pagou R$ 20.

Foto: Reprodução / RBS TV

A seguinte aventura do nosso passeio foi no museu Fragmentos do Tempo. Ele fica a sete quilômetros do centro de Mata, por uma estrada de chão. Mas aqui a exposição não é de fósseis, e sim de centenas de peças de cemitérios do Estado. Tem lápide, cruz, coroa de flores, imagens de anjos e santos. Parte das peças foi retirada de túmulos de antepassados da família de José Eron da Silva Haesbaert – que gosta tanto do tema que até já construiu o próprio recinto para o "pós-vida".

– Agora eu não estou com pressa. Tem muita coisa que eu quero fazer ainda – brinca ele.

Aventura, lá vou eu

Baterias recarregadas após um farto almoço, partimos para uma trilha de 500 metros, que fica em uma área arborizada. O caminho inicia na praça central e termina atrás da gruta, e é bem sinalizado. Só é preciso se preparar para subir alguns poucos degraus.

Construída em 1919, ponte férrea hoje é apenas uma atração turística Foto: Reprodução / RBS TV

Com o dia quase acabando, resolvemos seguir para a ponte férrea de Vila Clara. São mais nove quilômetros de estrada de chão até ela. A ponte tem 120 metros de comprimento e foi construída no ano de 1919 para o trem poder passar sobre o Rio Toropi. Mas hoje serve mesmo para turista ver, andar e clicar. Quem vai a pé tem a opção de voltar pelo Rio Toropi usando uma balsa, a um custo de R$ 12. Seu Adriano Gilberto Miguel, há 27 anos barqueiro, ensina como ele faz para atravessar caminhões, tratores, carros e até tripulantes só com o impulso do braço: nem precisa força, é só ter jeito mesmo.

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#PartiuRS é uma série multimídia que mostra as belezas do Estado. Além do ZH Viagem, a série pode ser acompanhada aos sábados, no Jornal do Almoço, da RBS TV, e no Supersábado, da Rádio Gaúcha, e em um site no G1. A coordenação é de Mariana Pessin (mariana.pessin@rbstv.com.br)

 
 
 
 
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