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Vale do Taquari ajuda a recuperar a história da imigração italiana

Conheça as razões para visitar Ilópolis, Doutor Ricardo e Vespasiano Corrêa

15/05/2017 - 15h47min | Atualizada em 15/05/2017 - 15h47min
Vale do Taquari ajuda a recuperar a história da imigração italiana RONALDO REMPEL/Especial/RBSTV
Foto: RONALDO REMPEL / Especial/RBSTV  

Quem ainda desconhece o Vale do Taquari não sabe o que está perdendo. Rende um passeio por uma região onde a natureza e as mãos do homem trabalharam juntas. As paisagens naturais são de encher os olhos – e as construções não ficam para trás – e ainda nos permitem uma volta ao passado.Nossa rota passou por três cidades. 

A primeira foi Ilópolis, distante 196 quilômetros de Porto Alegre. Pelo caminho, a paisagem é encantadora, já que a vegetação dá um charme ao trajeto. Chegando lá, nossas primeiras paradas são o Museu do Pão e o Moinho Colognese, duas construções que reúnem arquitetura, história e culinária. Nestes locais está a lembrança dos imigrantes italianos que colonizaram e ajudaram a desenvolver a região.

– É possível conhecer a identidade desses imigrantes que trouxeram toda sua técnica construtiva, especialmente sua engenhosidade, e os equipamentos para triturar os grãos de milho, trigo e arroz – encanta-se Ismael Rosseto, diretor do Museu do Pão.

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Nas paredes do memorial, está escrita a palavra pão em oitenta e quatro diferentes idiomas, mostrando que esse é um alimento universal, encontrado no mundo todo. Outro atrativo do museu é conhecer o caminho que esse alimento percorre, desde o plantio do milho e do trigo até chegar à mesa. Há máquinas rústicas para debulhar espigas de milho, limpar os grãos e até cortar macarrão, outro prato típico italiano.

 Construído em 1917, o moinho foi a primeira construção da cidade. É de onde saía o alimento de quem morava na região na primeira metade do século passado. A partir daí, o município foi se desenvolvendo ao redor do moinho. Hoje, ele se encontra no centro de Ilópolis e é um dos mais belos atrativos turísticos locais. A construção foi toda restaurada em 2004, e cada detalhe foi preservado. O moinho funcionou até o final da década de 90. Hoje, é apenas um espaço pra visitação, embora as engrenagens que antigamente serviam para moer os grãos ainda funcionem.

O nosso passeio continuou na cidade de Doutor Ricardo, em mais 33 quilômetros de estrada. Seguimos direto para a gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Lá, a fonte foi abençoada com água vinda da França, onde Nossa Senhora de Lourdes teria aparecido há cerca de 160 anos. Para chegar até a imagem, é preciso descer uma escadaria no meio da mata. Inacessível? Que nada: até uma missa ocorre no local, uma vez por mês, no altar construído debaixo de uma pedra.

Foto: RONALDO REMPEL / Especial/RBSTV

Mais 45 quilômetros pelas RS-332 e RS-129 e chegamos a Vespasiano Corrêa. Na entrada da cidade, as árvores quase formam um túnel verde. Nossa curiosidade por aqui é o Viaduto 13, ou V13, como é conhecido. Ele foi construído pelo exército e inaugurado em 1978, com a presença do então presidente Ernesto Geisel. É o maior viaduto férreo da América Latina e o 3º mais alto do mundo. São 509 metros de comprimento e 143 de altura. 

Na década de 80, era uma das principais ferrovias do Estado. Servia pra levar a produção agrícola da região norte até a Região Metropolitana. Hoje, o trem passa apenas uma vez por dia, e então o local se tornou um ponto turístico pra contemplar a natureza e a grandiosidade da construção.

Depois de um longo dia, nossa dica é sentar-se às margens do Rio Guaporé para descansar e observar uma estranha pedra dentro do rio, em formato semelhante ao de uma tartaruga. Como ela foi parar ali? Ninguém sabe. Tem até uma teoria de que é obra de extraterrestre. Verdade ou não, é um assunto que não sai da boca do povo. 

 
 
 
 
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