Operação Narke

Médicos e distribuidores são indiciados por venda de botox falso

Produto importado de um país asiático não era autorizado pela Anvisa

27/04/2012 | 13h59
Médicos e distribuidores são indiciados por venda de botox falso Stock Photos/Stock Photos
Botox clandestino era vendido por menos da metade do preço convencional Foto: Stock Photos / Stock Photos

A Polícia Federal indiciou 55 pessoas — 43 médicos, quatro distribuidores e oito comerciantes — por crime contra a saúde pública, contra a ordem tributária e por contrabando no inquérito que visou reprimir a comercialização clandestina de falso botox. O produto era introduzido ilegalmente no País — vindo provavelmente de um país asiático — e usado sem fiscalização ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os médicos — 28 de Pernambuco, 10 da Paraíba, três do Piauí, um do Rio Grande do Norte e um de São Paulo — respondem em liberdade ao processo e continuam atuando nas suas funções. Os quatro distribuidores, estabelecidos em São Paulo, traziam a fórmula pronta do botox falso — uma pequena quantidade de toxina botulínica do tipo "A" misturado a água — enquanto os comerciantes se encarregavam de vender a carga contrabandeada com médicos, clinicas e consultórios.

As informações sobre a conclusão do inquérito foram dadas nesta sexta-feira pelo delegado Humberto Freire de Barros, que coordenou a Operação Narke, fruto de nove meses de investigação e deflagrada no último dia 3. Segundo ele, o lucro era o objetivo do uso do botox clandestino: enquanto a unidade do botox autorizado pela Anvisa pode custar R$ 1 mil, o irregular era vendido a R$ 400.

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