Meio inverno

Ainda vale a pena fazer a vacina contra a gripe, garante médico

Ciclo de ação do vírus permanece ativo até setembro, apesar do pico de infecções estar previsto para julho

11/07/2012 | 15h25
Ainda vale a pena fazer a vacina contra a gripe, garante médico Luís Paulo Soares/Especial
Em Santa Rosa, cerca de 5 mil pessoas fizeram fila para receber vacina Foto: Luís Paulo Soares / Especial

A vacina contra a gripe demora cerca de três semanas para fazer efeito. Na rede pública, apenas públicos prioritários têm acesso à imunização. Laboratórios enfrentam dificuldades para garantir o abastecimento de clínicas particulares, devido ao aumento da procura nos últimos dias. Mesmo assim, em Santa Rosa e em Santa Maria, milhares de pessoas formaram filas para se vacinarem nesta quarta-feira.

A pergunta que fica é: ainda vale a pena toda essa corrida em busca da vacina? De acordo com o pediatra Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), vale. Embora os órgãos sanitários estimem para a segunda quinzena de julho o pico de infecções pela Gripe A — que já provocou 23 mortes no Rio Grande do Sul este ano — o vírus segue em circulação durante o ano todo, especialmente até no inverno, que só termina em setembro.

— O ideal seria fazer a vacina no outono, para garantir todo o benefício que ela pode oferecer, mas não quer dizer que não adianta mais se vacinar agora. Melhor passar metade do inverno imunizado do que não fazer a vacina — recomenda Kfouri.

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Para quem não está nos grupos prioritários atendidos pelo governo e está disposto a pagar pela imunização contra a gripe, merecem atenção principalmente crianças até cinco anos (o SUS contempla apenas crianças com idade entre seis meses e dois anos).

— As crianças adoecem com mais facilidade e costumam ser a porta de entrada do vírus nas famílias, devido à convivência em creches e escolas — explica o médico.

No entanto, Kfouri considera que não há motivos para modificar o calendário escolar, como ocorreu em 2009, em decorrência da pandemia de Gripe A. A Secretaria Estadual de Educação, a Secretaria de Educação de Porto Alegre e o Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Rio Grande do Sul (Sinepe-RS) recomendaram reforço a medidas de prevenção do contágio nas escolas, porém sem antecipação das férias letivas.

Principais sintomas da gripe A:

- Tosse e espirros
- Fortes dores no corpo, na cabeça e na garganta
- Febre alta,acima de 38°C
- Pode haver náuseas, vômitos e diarreia
- Falta de ar

Para prevenir a contaminação, é aconselhado:

- Higienizar as mãos com frequência, principalmente após tossir ou espirrar
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social
- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração
- Ventilar os ambientes

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