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Recorde nacional

Hospital da Criança Santo Antônio realiza sete transplantes renais pediátricos em menos de três dias

Em recuperação, os pacientes apresentam bom quadro clínico, sem necessidade de diálise

06/08/2012 | 15h22
Hospital da Criança Santo Antônio realiza sete transplantes renais pediátricos em menos de três dias BD Santa Casa/Divulgação
Hospital é considerado centro de referência em transplantes pediátricos no Brasil Foto: BD Santa Casa / Divulgação

Da noite de quinta-feira até a tarde de sábado, equipes da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre realizaram sete transplantes renais pediátricos, estabelecendo um recorde brasileiro. As sete crianças passam bem, e em seis delas o novo rim já está funcionando. São três crianças do Rio Grande do Sul, duas do Distrito Federal, uma de Rondônia e outra de Santa Catarina.

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, os pacientes em recuperação pós-cirúrgica apresentam bom quadro clínico, sem necessidade de diálise. Até a manhã desta segunda-feira, seis deles já urinaram, o que significa que o rim transplantado está em pleno funcionamento e que o procedimento foi um sucesso.

Responsável pela equipe cirúrgica dos transplantes renais pediátricos, o médico Santo Pascual Vitola operou cinco dos sete pacientes. Ele ressalta que o mais importante dessa bonita história que resultou num recorde é o fator solidariedade.

— Sem doação não se faz transplantes. Nós estamos capacitados para transplantar mais, desde que haja essa consciência. É uma vida que se vai, mas pode salvar uma ou mais pessoas — comenta Vitola.

Para a médica Clotilde Garcia, chefe do Serviço de Nefrologia Pediátrica da Santa Casa, esses números resultam da eficiência na gestão do sistema de saúde.

— Estamos muito bem estruturados para realizar os transplantes. O profissionalismo em todos os níveis e a agilidade do sistema de captação e notificação são determinantes para diminuir o tempo de espera por um órgão — avalia a especialista.

Clotilde acrescenta que esse recorde só foi possível porque todos os componentes da complexa estrutura do transplante de órgãos funcionaram: as centrais de transplante do Rio Grande do Sul e dos outros Estados que enviaram pacientes, as equipes de retirada de órgãos da Santa Casa e de outros hospitais gaúchos, o gesto das famílias que doaram os órgãos de quatro crianças, a presença do poder público através do Sistema Único de Saúde, que custeou as cirurgias e facilitou o transporte de órgãos e pacientes, as equipes médicas do Hospital da Criança Santo Antônio, que realizaram os transplantes e trataram das crianças pré e pós transplante.

Atualmente a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre tem uma média anual de 40 transplantes de rim pediátrico, tendo acumulado experiência em 540 procedimentos já realizados desde 1977. O Hospital da Criança Santo Antônio é considerado centro brasileiro de referência no transplante renal pediátrico e tratamento de insuficiência renal.

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