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Prevenção

Saiba quando uma dor na coluna pode ser indicativa de tumor

Diagnóstico precoce do problema é fundamental

10/07/2013 | 18h53
Saiba quando uma dor na coluna pode ser indicativa de tumor  Divulgação/RBS TV
Os sintomas do tumor nas costas podem ser confundidos com os de outras doenças Foto: Divulgação / RBS TV

Dores na coluna podem ser comuns, mas as causas são múltiplas. Apesar de estar apenas em terceiro lugar na lista de origem dos problemas na coluna, atrás das alterações degenerativas do envelhecimento e traumatismos, o tumor geralmente aparece de forma maligna. Nesse caso, deve receber tratamento imediato.

Segundo Alexandre Elias, neurocirurgião especialista em coluna e chefe do grupo de coluna da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as principais causas do tumor maligno na coluna são as metástases, originadas de tumores de outras regiões do corpo, como mama, próstata e pulmão, que migram para a região das costas. Os tumores benignos são de origem da própria região da coluna.

Como os sintomas do tumor nas costas se confundem com os de outras doenças, o especialista alerta sobre a importância do diagnóstico precoce:

— A dor local, formigamento e paralisia dos braços ou pernas, podem levar o paciente a acreditar inicialmente em um quadro doloroso corriqueiro de problemas comuns da coluna, retardando o tratamento que deveria ser realizado para o diagnóstico do tumor.

Elias destaca que o prolongamento e algumas características um pouco diferenciadas da dor, bem como um emagrecimento fora do comum, também servem de alerta ao paciente, que deve procurar um especialista em coluna.

O diagnóstico só pode ser confirmado por exames de imagem, como raios-X, tomografia e ressonância magnética. A cintilografia e PET-CT também podem ser indicadas para o estadiamento da doença, ajudando o oncologista a avaliar o estágio do tumor e as indicações terapeutas. O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo o neurocirurgião, oncologista, o nutrólogo, o fisioterapeuta, o psicólogo, a equipe de enfermagem, entre outros.

— Nos casos benignos, é possível realizar a cirurgia de ressecção total da lesão, promovendo a cura da doença. Para os casos de malignos , que não respondem as terapias ou caminham para um comprometimento funcional do individuo, a cirurgia é indicada para garantir a mobilidade e diminuir o quadro de dor, devolvendo a qualidade de vida ao paciente — completa Elias.

Quanto à cirurgia, embora seja de grande porte, com o avanço da medicina que permite a reconstrução da coluna com placas e parafusos, o paciente já pode andar no dia seguinte ao procedimento.

As cirurgias são bem seguras, e comparativamente aos danos causados pela doença – que se não tratada evolui com danos neurológicos que afetam a funcionalidade do individuo –, são eficazes na extrema maioria dos casos. No entanto, segundo o médico, cada paciente necessita de avaliação individualizada para receber o tratamento adequado ao seu quadro.

— Não é preciso entrar em pânico sem motivo aparente, mas sim observar os sinais do nosso corpo , como a dor. Ao sentir que algo está em desacordo ou fora da rotina, não hesite em procurar ajuda profissional. O resultado será sempre melhor para você — aconselha o especialista.

 
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