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Maternidade

Bebês que nascem por cesariana têm mais chance de ter excesso de peso na idade adulta, relata estudo

Doenças como asma e diabetes tipo-1 também podem ser desenvolvidas mais facilmente por pessoas nascidas através do procedimento

28/02/2014 | 06h02
Bebês que nascem por cesariana têm mais chance de ter excesso de peso na idade adulta, relata estudo Stock.Xchng/Stock.Xchng
Compressão do bebê durante o parto vaginal parece influenciar genes relacionados ao metabolismo Foto: Stock.Xchng / Stock.Xchng

As chances de estar acima do peso ou obeso são 26% maiores para os adultos que nasceram por cesariana do que os nascidos por parto normal, segundo estudo realizado pelo Imperial College de Londres. A descoberta é baseada em dados combinados de mais de 38.000 participantes.

Pesquisadores dizem que as mães que escolhem a cesariana devem estar cientes de que pode haver consequências a longo prazo para seus filhos.

Cerca de um em quatro nascimentos na Inglaterra são por cesariana, em torno de duas vezes mais que em 1990. Em alguns países, a taxa é muito maior, com 60% das mães na China e quase a metade no Brasil realizando o procedimento.

Pesquisas anteriores já sugeriam as chances de desenvolver outras patologias a longo prazo, como asma e diabetes tipo-1, também são maiores em crianças que nascem por cesariana.

O novo estudo, que inclui dados de 10 países, constatou que a média do IMC de adultos nascidos por cesariana é quase o dobro dos que vem ao mundo por parto vaginal.

— As cesarianas pode ocasionalmente salvar vidas. No entanto, precisamos entender os resultados a longo prazo, a fim de proporcionar o melhor conselho para as mulheres que estão considerando o procedimento— diz a autora Neena Modi.

— Há mecanismos plausíveis pelas quais a cesariana pode influenciar o peso corporal futuramente. Os tipos de bactérias saudáveis no intestino diferem em bebês nascidos por cesariana e parto normal. Além disso, a compressão do bebê durante o parto vaginal parece influenciar os genes serão ativados, e isso poderia ter um efeito a longo prazo sobre o metabolismo— afirma o colaborador Matthew Hyde.

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