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Estresse está diretamente ligado à intensidade e frequência das dores de cabeça

Voluntários avaliaram seus níveis de tensão baseado em uma escala

21/02/2014 | 14h43
Estresse está diretamente ligado à intensidade e frequência das dores de cabeça Jim Hendew/Morguefile
Estresse pode contribuir para o aparecimento de cefaléias e acelerar o surgimento da dor de cabeça crônica Foto: Jim Hendew / Morguefile

Um novo estudo fornece evidências para o que muitas pessoas que sofrem de dor de cabeça já suspeitavam: quanto mais estresse, mais dor de cabeça.

Para o estudo, 5.159 pessoas entre 21 e 71 anos foram entrevistados sobre os seus níveis de estresse e dores de cabeça quatro vezes por ano, durante dois anos. Os participantes apontaram quantas vezes sofriam com dores de cabeça por mês e avaliaram seu nível de estresse em uma escala de zero a 100.

Um total de 31% dos voluntários sofria de cefaléia do tipo tensional, 14% tinham enxaqueca, 11% tinham enxaqueca combinada com cefaléia do tipo tensional e para 17% o tipo de dor de cabeça não foi classificado. Aqueles com cefaléia do tipo tensional avaliaram seu estresse com uma média de 52 pontos. Já as pessoas que sofriam de enxaqueca, estimaram seu nível de tensão em 62 pontos e as que tinham enxaqueca e cefaléia do tipo tensional julgaram seu estresse em 59 pontos.

Para cada tipo de dor de cabeça, um aumento no nível de estresse foi associado a um crescimento no número de dores de cabeça por mês. Para aqueles com dor de cabeça tensional, um aumento de 10 pontos na escala de estresse foi relacionado com um acréscimo de 6,3% no número de dias de dor de cabeça por mês. Para os que sofriam de enxaqueca, o número de dias de dor de cabeça por mês subiu 4,3%, e 4% para aqueles com enxaqueca e cefaléia tensional. Os resultados foram ajustados para ter em conta os fatores que podem afetar o número de dores de cabeça, como beber, fumar e fazer uso freqüente de medicamentos.

—Os resultados mostram que este é um problema para quem sofre de dores de cabeça e enfatizam a importância de abordagens para gerenciar o estresse junto a essas pessoas e aqueles que os tratam. Os números acrescentam relevância ao conceito de que o estresse pode ser um fator que contribui para o aparecimento de cefaléias, acelerando a progressão para dor de cabeça crônica e agravando episódios de dor de cabeça. A própria experiência de passar por um episódio de dor pode servir como um fator de estresse— afirma a cientista Sara H. Schramm, da University Duisburg-Essen na Alemanha.

 
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