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Estatinas podem ajudar a conter evolução de tipos de esclerose

Atrofia cerebral em pacientes medicados não passou de 0,3%

21/03/2014 | 14h31
Estatinas podem ajudar a conter evolução de tipos de esclerose stock.xchng/Divulgação
Esclerose múltipla é doença neurológica invalidante, que atinge o sistema nervoso central Foto: stock.xchng / Divulgação

As estatinas, medicamentos utilizados para reduzir a taxa de colesterol no sangue, podem desacelerar a evolução de certas formas de esclerose, de acordo com estudo publicado na revista médica britânica "The Lancet".

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica, em geral invalidante, que atinge o sistema nervoso central (cérebro e medula espinal). Na maioria dos casos, ela se inicia na forma de impulsos seguidos de remissões, mas em quase metade dos pacientes essa fase "remitente" se transforma, após 10 a 15 anos de evolução, em uma fase crônica secundária chamada "forma secundária progressiva de esclerose múltipla". Nesse momento, nenhum tratamento consegue ser eficaz para lutar contra as formas progressivas da patologia.

Para avaliar as estatinas, os pesquisadores britânicos recrutaram 140 pacientes vítimas dessa forma de doença, entre 18 e 65 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos de forma aleatória: um deles recebeu 80 mg de sinvastatina por dia; e o outro, um placebo durante dois anos. Na ausência de tratamento, o cérebro se atrofia a uma média de 0,6% por ano, enquanto que nos pacientes tratados com estatina essa atrofia não passou de 0,3% - ou seja, uma redução de 43% (após ajustes de fatores como idade ou sexo).

Médicos e pacientes também relataram uma queda "fraca, mas significativa" do nível de efeitos colaterais observados. De acordo com diferentes trabalhos, os efeitos colaterais podem estar ligados à progressão da atrofia cerebral.

O pesquisador Jeremy Chataway, da University College London Hospitals, que coordenou o teste clínico de fase 2, alertou para qualquer interpretação exagerada dos resultados, insistindo na necessidade de continuar as pesquisas com novos e mais amplos testes. Vários testes já estão em curso para tratar a forma progressiva, contando ao mesmo tempo com medicamentos já existentes e com moléculas inovadoras.

 
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