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Falta de prevenção

Infecções hospitalares matam 200 pessoas por dia nos Estados Unidos

De acordo com pesquisa, as infecções mais frequentes são pneumonia e as causadas por uma intervenção cirúrgica

26/03/2014 | 18h23
Infecções hospitalares matam 200 pessoas por dia nos Estados Unidos Marcos Porto/Agencia RBS
Muitas das infecções bacterianas podem ser prevenidas com o cumprimento de regras de higiene Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Pessoas hospitalizadas nos Estados Unidos correm risco de contrair infecções associadas às condições sanitárias, que ainda matam cerca de 75 mil pacientes anualmente, informaram nesta quarta-feira autoridades americanas.

— Ainda que tenhamos tido avanços, todos os dias mais de 200 norte-americanos com infecções associadas às condições sanitárias morrem durante sua estadia no hospital — disse o diretor dos Centros Federais para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Tom Frieden.

Muitas das infecções bacterianas — que podem acarretar em complicações graves que vão de pneumonia a doenças do trato intestinal — poderiam ser prevenidas se os trabalhadores sanitários cumprissem regras de higiene banais, explicou Frieden.

— O cuidado médico mais avançado não funciona se os profissionais de saúde não prevenirem as infecções através de atitudes básicas como a lavagem frequente das mãos — afirma.

Os números, publicados no New England Journal of Medicine, foram retirados de uma pesquisa feita em 183 hospitais nos Estados Unidos, realizada em 2011. Durante o ano em questão, segundo a pesquisa conduzida pelo CDC, foram registradas 721,8 mil infecções em 648 mil pacientes hospitalizados. Destes, cerca de 75 mil morreram de infecções hospitalares.

As infecções mais frequentes foram pneumonia e as causadas por uma intervenção cirúrgica (ambas com 22%), seguidas das infecções gastrointestinais (17%), as do trato urinário (13%) e as da corrente sanguínea (10%).

Os agentes causadores destas infecções foram Clostridium difficile (12%), Staphylococcus aureus, incluindo Staphylococcus aureus resistente à meticilina ou SARM (11%), Klebsiella (10%), E. coli (9%), Enterococcus (9 %), e Pseudomonas (7%).

O estudo também mostra uma diminuição de 4% no número de infecções causadas por SARM e de 2% nas provocadas por Clostridium difficile entre 2011 e 2012.

— Tais acontecimentos representam milhares de vidas poupadas e a prevenção de sofrimento nos pacientes, que também se traduz em menores custos em todo os Estados Unidos — avaliou Patrick Conway, diretor médico dos serviços Medicare e Medicaid, sistema de saúde pública do país.

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