Versão mobile

Vacinação

Ministério da Saúde assegura que vacina contra o HPV não traz riscos

Seis casos de reações adversas depois da aplicação da vacina estão sendo investigados

31/03/2014 | 19h03
Ministério da Saúde assegura que vacina contra o HPV não traz riscos  Tadeu Vilani/Agencia RBS
Até a última sexta-feira, cerca de 2,3 milhões de meninas foram vacinadas contra a doença Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde garante para à população que a imunização é segura.

— É uma vacina que tem quase dez anos de uso no mundo inteiro. É uma vacina nova aqui no Brasil, mas há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas — pontuou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A vacinação segue normalmente em todo o país.

Até a última sexta-feira, cerca de 2,3 milhões de meninas foram vacinadas contra o HPV, doença que pode ocasionar câncer de colo de útero. A meta é que até o final de 2014 sejam vacinadas 4,2 milhões de meninas entre 11 e 13 anos de idade.

Segundo Barbosa, é comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode haver casos de tontura, e em raras vezes desmaio, mas isso acontece "com qualquer injeção".

— Por isso que o Ministério da Saúde recomenda que a menina seja vacinada sentada e que ela não faça esforços físicos logo após tomar a vacina — ressaltou.

Casos de vermelhidão e pequeno inchaço na região onde foi aplicada a vacina são comuns, por isso não devem ser motivo de preocupação. Mesmo assim, Barbosa garante que os 35 mil postos de saúde onde há vacinação são orientados a registrarem todos as reações ligadas às vacinas, não só a do HPV.

Esta semana foram notificados seis casos de reações adversas depois da aplicação da vacina contra o HPV que estão sendo investigados. Desses, três meninas de 13 anos tiveram mal-estar, dores musculares, dor de cabeça, náusea. Elas foram atendidas por médico, e melhoraram sem hospitalização. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade.

O sexto caso registrado é de uma menina de 11 anos que mora em Veranópolis. Na última quinta-feira depois de ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. A menina foi atendida, passa bem e está sob acompanhamento neurológico.

— Algumas das meninas podem apresentar problemas de saúde que apresentariam sem tomar a vacina e isso muitas vezes é confundido. De qualquer forma, o Ministério da Saúde investiga rigorosamente todas as reações adversas que possam estar relacionadas à imunização — explicou Barbosa à Agência Brasil.

As seis meninas foram vacinadas com doses do mesmo lote, composto por um total de 89 mil doses, que teve uso suspenso no Rio Grande do Sul como medida de precaução enquanto ocorrem as investigações sobre o motivo das reações. Segundo Barbosa, o lote foi aprovado nos testes feitos e está sendo usado em outros Estados. Não houve registros de reações adversas em outros locais.

VEJA TAMBÉM

     
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.