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Transpiração

Saiba o que é a hiperidrose e como ficar livre do suor em excesso

Distúrbio possui diferentes opções de tratamento

20/03/2014 | 06h03
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Hiperidrose primária provoca aumento de suor especialmente nas mãos, planta dos pés e axilas Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

Em dias nos quais o clima está muito seco e a temperatura muito elevada é normal que algumas regiões do corpo produzam mais suor. Essa transpiração que é realizada pelas glândulas sudoríparas serve para regular a temperatura do organismo em 36,5ºC para que o mesmo continue em perfeito equilíbrio.

Outros fatores, como a prática de atividades físicas, o consumo de alimentos apimentados ou quentes demais e até mesmo o uso de roupas de determinados tecidos (o algodão também estimula a produção de suor pelo organismo), contribuem para o processo. Porém, quando o suor é excessivo, o responsável pode ser um distúrbio chamado hiperidrose.

De acordo com a dermatologista Dra. Helua Mussa Gazi, a hiperidrose é caracterizada pelo aumento da sudorese. Ela pode ser classificada em dois tipos: primária e secundária. A mais comum é a primária, onde provoca um aumento de suor especialmente nas mãos, planta dos pés e nas axilas.

A hiperidrose secundária, entretanto, geralmente acomete o corpo inteiro em situações de estresse ou em decorrência de algumas doenças ou condições como: menopausa, doenças cardíacas, hipertireoidismo, derrame, tuberculose e distúrbios hormonais.

— Pessoas com hiperidrose costumam transpirar até mesmo nos dias frios. Na maioria dos casos, o motivo para a produção excessiva de suor produzido pelo organismo não é específico— informa a especialista.

A dermatologista explica ainda que embora o distúrbio possa acontecer em qualquer idade, os sintomas começam a surgir na infância e se agravar na puberdade, podendo melhorar com o passar dos anos.

— O suor em si não tem odor. Isso porque na transpiração são perdidos 95% de água e 5% de eletrólitos. Trata-se de substâncias como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que reagem com a água e fazem a condutividade elétrica no sangue. Porém, o seu excesso contribui para a proliferação de bactérias que se alimentam dele e estas podem causar o mau cheiro— afirma a médica.

Existem tratamentos que amenizam os quadros do distúrbio e podem ser feitos por meio de fórmulas tópicas contendo cloreto de alumínio, aplicação de toxina botulínica ou através de uma cirurgia chamada simpatectomia.

— Para o diagnóstico é preciso uma avaliação clinica, pois os sintomas são muito característicos. Feito isso, a primeira opção de tratamento considerada é o uso de antitranspirantes porque atuam bloqueando as glândulas sudoríparas— recomenda Helua.

Outra alternativa tem sido a toxina botulínica: o procedimento é bem simples e eficaz e consiste em injeções de botox a fim de bloquear as terminações nervosas que enviam sinais às glândulas sudoríparas, ajudando a interromper a produção de suor e minimizar o cheiro desagradável.

— A eficácia das injeções pode durar entre três e oito meses, porém, deve ser reaplicada de acordo com a necessidade de cada paciente— finaliza a dermatologista.

 
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