Prevenção

Identificação de grupo de risco ajuda a salvar pessoas da morte súbita

Pacientes que sofreram infarto ou possuem cardiopatias devem ser observados

08/04/2014 | 15h55
Identificação de grupo de risco ajuda a salvar pessoas da morte súbita sxc hu/Divulgação
Marcapasso previne e alerta quando da possibilidade de uma arritmia cardíaca Foto: sxc hu / Divulgação

A morte súbita vitima mais pessoas que o câncer de pulmão e de mama, drogas e acidente automobilístico juntos. Embora não haja estatísticas brasileiras, estima-se que a doença cause de 250 mil a 300 mil óbitos por ano no país.

As pessoas que apresentam risco de morte súbita são pacientes que já sofreram infarto, têm uma disfunção no músculo cardíaco - vulgarmente conhecida como coração crescido, ou apresentam outras cardiopatias. Um número menor de indivíduos com risco engloba pacientes jovens com arritmia de origem genética.

— Se você calcular o número de pessoas que têm infarto no Brasil, ou evoluem para insuficiência cardíaca, ele é enorme. Daí esses dados nos assustam em relação à possibilidade de morte súbita— relata a presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Olga Ferreira de Souza.

De acordo com a representante, metade dos pacientes que sofrem infarto morre antes de chegar ao hospital para receber o primeiro atendimento.

É essencial identificar esses pacientes de maior risco, seja o jovem que quer desenvolver alguma atividade física, quer ser atleta, seja aquele que já tem uma doença. Ao realizá-la, é possível prevenir a morte súbita através do implante de um marcapasso chamado cardioversor-desfibrilador. Trata-se de um aparelho pequeno, implantado através de uma veia, que leva o eletrodo até o coração.

— Ele fica no tecido subcutâneo, não aparece, e reconhece quando existe uma arritmia no coração. Se essa arritmia é de ameaça à vida, por critérios que a gente programa no aparelho, ele emite um choque e reverte a arritmia. Ele consegue prevenir a morte súbita— enfatiza Olga.

Segundo a cardiologista, esse procedimento já vem sendo usado no mundo todo há alguns anos, inclusive na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

— Ainda é uma tecnologia cara, mas faz a diferença porque salva vidas entre os pacientes de maior risco— esclarece.

Entretanto, ela salienta que a identificação não vem sendo feita já que nem todas as pessoas têm acesso a essa investigação e ao tratamento. A ideia é disseminar o trabalho entre os especialistas.

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