Fantasma adormecido

Número de mortes por gripe cai 90% no Rio Grande do Sul

Nenhuma das seis vítimas havia se vacinado e todas tinham alguma doença crônica, portanto, faziam parte dos grupos de risco

01/08/2014 | 15h11
Número de mortes por gripe cai 90% no Rio Grande do Sul Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Imunização está entre hipóteses para a redução Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

O número de casos e de mortes por gripe caiu em relação ao ano passado. Nas primeiras 31 semanas de monitoramento da doença em 2013, 62 pessoas morreram por complicações decorrentes da gripe, contra apenas seis mortes no mesmo período deste ano — uma queda de 90,3%.

Não há apenas uma causa para a queda nos números. Para a enfermeira responsável pela vigilância de influenza da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Letícia Garay Martins, é um conjunto de fatores que contribuiu para a redução.

— Com certeza a vacinação ajudou, mas acredito que a combinação de temperaturas mais amenas com umidade relativa mais alta, o que dificulta a circulação do vírus, tenha sido a principal responsável pela queda — aponta Letícia.

Outra suposição da enfermeira é de que os gaúchos tenham criado uma maior resistência à gripe, seja porque já tenham sido infectados e, com isso, em uma segunda vez os sintomas sejam menos intensos ou porque já tenham sido vacinados em outras campanhas. Um outro fator que pode ter contribuído, conforme Letícia, é uma mudança de comportamento.

— Acredito que as pessoas tenham internalizado as medidas preventivas, como lavar as mãos com frequência, ventilar os ambientes e o uso de lenço descartável para higiene nasal, de tanto que tenham ouvido ou lido — interpreta Letícia.





Neste ano, mais de três milhões de gaúchos foram vacinados (número relativo ao período da campanha, de 22 de abril até 9 de maio), atingindo uma cobertura de 85,5% do público-alvo, que eram os grupos de pessoas mais suscetíveis a apresentarem casos graves de gripe, como idosos, crianças e doentes crônicos.

A vacina contra a gripe não age apenas contra a chamada “gripe A”, mas contra três vírus causadores de gripe: H1N1, H3N2 e Influenza B. Portanto, os números da SES levam em conta esses três causadores. Gripe A foi um nome popular criado em 2009, quando inicialmente se chamava de Gripe Suína a doença causada pelo H1N1. Esse "A" surgiu pois, oficialmente, esse vírus chama-se de Influenza A, que além do tipo H1N1 também tem como agente o H3N2.


Confira algumas dicas para combater a gripe:
 
PREVENÇÃO

- Transmissão do vírus pode começar antes mesmo do aparecimento dos sintomas e com duração de até sete dias em adultos e de até 14 dias em crianças
- Cuidado principal são com as mãos, um dos principais meio de transmissão
- Lavar as mãos várias vezes ao dia, com o álcool em gel ou sabão e, ao tocar superfícies de locais públicos, evitar passar as mãos nos olhos, boca e nariz
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
- Ventilar os ambientes
 
TRATAMENTO

- A recomendação é de que ao sinal de febre, dor de garganta e dor de cabeça, nas articulações, ou muscular, a pessoa procure atendimento médico.
- O antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, está disponível em todo o Estado, gratuitamente
- Tratamento possui sua maior eficácia se iniciado durante as primeiras 48 horas de sintomas, recomenda-se procurar atendimento o quanto antes

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.