Em família

Você conhece a síndrome do bebê sacudido?

Movimentos bruscos com a criança podem provocar graves lesões

11/09/2016 - 05h00min | Atualizada em 11/09/2016 - 05h00min
Você conhece a síndrome do bebê sacudido? Edu Oliveira/Arte ZH
Foto: Edu Oliveira / Arte ZH

Segurar um bebê no colo requer muito cuidado. Até os dois anos de vida, o cérebro da criança ainda não está totalmente formado, o que torna essa faixa etária mais sensível a lesões.

Você já ouviu falar, por exemplo, da síndrome do bebê sacudido? Ela pode ocorrer quando os pequenos são chacoalhados de maneira brusca e se caracteriza por sangramentos cerebrais.

Leia mais:
Música ajuda bebês no desenvolvimento da fala
Dicas para visitar um recém-nascido sem causar transtornos aos pais e ao bebê

As hemorragias mais graves costumam ser observadas em casos extremos, quando o bebê é vítima de maus-tratos.

– O bebê pequeno tem a cabeça maior do que o corpo, ainda com a musculatura cervical não desenvolvida. Movimentos bruscos, de extrema aceleração e desaceleração, podem causar lesões cerebrais. Portanto, brincadeiras como jogar a criança para o alto não são recomendadas nos primeiros meses de vida – explica Desirrée de Freitas Valle Volkmer, membro da Sociedade de Pediatria do RS.

O diagnóstico da síndrome do bebê sacudido é feito por meio de exames de imagem. Em geral, os bebês são internados em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) até que o sangramento seja controlado. As consequências podem ser graves: cefaleia, retardo de desenvolvimento neuropsicomotor, surdez e lesões oftalmológicas, seja de forma transitória ou definitiva. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, coma e até morte.

– É importante ressaltar que a síndrome do bebê sacudido está relacionada a movimentos violentos feitos com a criança, geralmente consequências de agressões. Embalar o bebê nos braços, com o devido apoio da cabeça, ou balançar no carrinho não causam dano algum – destaca Patrícia Lago, chefe da Emergência Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O fundamental para que não haja risco de lesões cerebrais nos bebês é que eles não sejam segurados com força em excesso pelos braços, em um movimento de balanço para frente e para trás, sem o apoio da cabeça. Outra situação perigosa, de acordo com Patrícia, é transportar a criança no carro sem a cadeirinha adequada:

– Se o bebê vai no colo de alguém, na parte de trás do automóvel, por exemplo, caso haja uma batida, a cabecinha vai fazer o movimento para frente e para trás sem o apoio necessário, o que pode gerar as consequências da síndrome.

Portanto, fique atento: embalar um bebê é recomendado e não traz problema algum para as crianças. O que não pode é sacudi-lo bruscamente, em nenhuma circunstância.

 






 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.