Avaliação para futuros médicos

Conselho de Medicina defende punição para escolas com alunos de baixo desempenho em exame

A partir deste ano, alunos de medicina no Brasil serão submetidos ao exame a cada dois anos de curso

06/10/2016 - 16h57min | Atualizada em 06/10/2016 - 17h31min
Conselho de Medicina defende punição para escolas com alunos de baixo desempenho em exame Omar Freitas/Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, defendeu, nesta quinta-feira, punição para escolas médicas cujos alunos apresentem baixo desempenho na Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina. A partir deste ano, alunos de medicina no Brasil serão submetidos ao exame a cada dois anos de curso - no segundo, quarto e sexto ano da graduação. 

– Reivindicamos que haja consequência e que o Ministério da Educação também se corresponsabilize por essa correção de desvios dentro da graduação. Não pode entregar isso apenas às escolas, em sua maioria privadas, e que não são acreditadas ou fiscalizadas. Muitas delas são autorizadas, mas não têm reconhecimento – disse Vital. 

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Pesquisa divulgada mais cedo pelo CFM mostra que 76% da população brasileira acha bom ou ótimo que estudantes de medicina passem por avaliação de conhecimentos durante o curso. Para 91% dos entrevistados, alunos que não tiverem bom desempenho na prova feita no último ano do curso não devem receber o diploma. 

– Este é um ponto crítico para as entidades médicas e, para o CFM, em particular. Achamos que esses exames precisam ter consequências. É uma percepção popular que vem ao encontro do que o CFM, os conselhos regionais de medicina e as entidades médicas têm denunciado – afirma Vital. 

Carlos Vital ressaltou que, nos Estados Unidos, por exemplo, não existem escolas médicas que não estejam acreditadas por um sistema independente do governo. 

– Elas têm uma afirmação da sua qualidade de ensino. Ali até cabe a aceitação da autonomia universitária. Mas é diferente no Brasil, onde há 271 escolas médicas. Se há um índice maior de alunos que não progridem, essas escolas têm que ser observadas e têm que se adequar às novas condições de ensino. Se isso não acontece em um período de três anos, elas têm que ser penalizadas e sofrer consequência também. Não se pode entregar o diploma e liberar o exercício da profissão sabendo que essa pessoa está insuficiente em termos de conhecimento – acrescenta Vital.


 






 
 
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