Avaliação para futuros médicos

Maioria da população aprova avaliação seriada para estudantes de medicina

Na opinião de 45% dos entrevistados, os médicos estarão melhor preparados para fazer o diagnóstico e tratar os pacientes se tiverem que passar pelas avaliações

Por: Agência Brasil
06/10/2016 - 12h56min | Atualizada em 06/10/2016 - 13h11min
Maioria da população aprova avaliação seriada para estudantes de medicina Omar Freitas/Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Pesquisa divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que 76% da população brasileira acha bom ou ótimo que os estudantes de medicina tenham que passar por avaliação de conhecimentos durante o curso. Para 91% dos entrevistados, os alunos que não tiverem bom desempenho na prova feita no último ano do curso não devem receber o diploma. 

A partir deste ano, alunos de medicina de todo o país farão a Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina a cada dois anos durante o curso. As avaliações, aplicadas no segundo, quarto e sexto ano serão obrigatórias. Aqueles que não alcançarem a nota mínima definida pelo Ministério da Educação (MEC) na última avaliação não poderão obter o diploma e nem ingressar na residência médica. 

Leia mais
MEC publica portaria anunciando quatro cursos de Medicina no RS
Estudantes de medicina farão avaliação nacional para receber o diploma
Vai ficar mais difícil obter o diploma de médico

Do total de entrevistados na pesquisa, 86% consideram as três provas uma medida boa ou ótima. Para 89% dos brasileiros, devem ser oferecidas aos reprovados as chances de recuperação dos conteúdos perdidos e de refazer todas as provas, incluindo aquelas onde o desempenho foi bom. Na opinião de 45% dos entrevistados, os médicos estarão melhor preparados para fazer o diagnóstico e tratar os pacientes se tiverem que passar pelas avaliações. Além disso, de forma geral, 90% acham que o nível de conhecimento dos médicos vai melhorar com os testes. 

O levantamento também mostra que a população vê a falta de hospitais universitários e de professores qualificados como os principais problemas que interferem na qualidade do ensino de medicina. Para a pesquisa, feita pelo Instituto Datafolha, foram ouvidos 2.086 brasileiros, com idades a partir de 16 anos, entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro de 2016. O estudo ouviu moradores de todos os Estados e de todas as regiões do país. Segundo o Conselho Federal de Medicina, a amostra representa a população brasileira adulta e tem margem de erro de 2%.


 






 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.