No prato

Lenice Carvalho: Abra sua mente e considere fazer diferente

O alimento e seus nutrientes podem prevenir e, muitas vezes, tratar enfermidades

14/01/2017 - 05h01min | Atualizada em 14/01/2017 - 05h01min


Muitas vezes, quando sento para escrever esta coluna, me pergunto sobre o que poderia dizer para convencer o leitor do poder que tem nas mãos ao optar por alimentos saudáveis. Desta vez, vou relatar minha experiência com a leitura de férias.

Estou finalizando um livro chamado A Medicina da Imortalidade, de Ray Kurzweil e Terry Grossman, que foi escrito em 2004. Chama atenção que os autores, médicos, criticam a medicina da forma convencional desde aquela época, na qual muitos tratamentos são apenas o controle de sintomas, sem a investigação e o tratamento das causas.

Eles entendem que a tecnologia cada vez mais nos ajudará nos tratamentos, mas o principal foco é o alimento e seus nutrientes, tanto para prevenir como muitas vezes para tratar enfermidades.

Apesar de questionar algumas condutas, me identifiquei muito com o conteúdo. Incrível, mas o livro poderia se chamar "A Nutrição da Imortalidade", pois aborda a importância da alimentação nos tratamentos de doenças crônicas não transmissíveis e, consequentemente, na longevidade.

Entendo que, para que tenhamos o efeito desejado, o uso dos nutrientes deve ser contínuo e sistemático, como fazemos costumeiramente com as medicações. Por que não respeitamos a frequência e as doses dos alimentos que devemos ingerir? Muitas pessoas não respeitam o consumo de frutas e legumes nas proporções adequadas, mas esperam o efeito mágico. E assim poderia citar outros exemplos da nossa negligência alimentar, tanto pelo que deixamos de consumir quanto pelas toxinas ingeridas na expectativa de que não nos causem qualquer transtorno.

Muitos ainda não perceberam que quem faz campanha de marketing dos alimentos é a indústria que tem dinheiro para isso, e o produtor da cenoura e da maçã não teria tais condições. E, como somos influenciados pelo que vimos na mídia e nas redes sociais, consumimos o biscoito, o sorvete, o molho e o suco, acreditando na imagem divulgada. Até quando seremos manipulados pelas indústrias farmacêutica e de alimentos?

Não estou querendo estimular que se interrompam tratamentos medicamentosos de forma inconsequente, mas quero encorajá-los a mudar o estilo de vida para poder abrir mão de drogas que se tornariam desnecessárias.

Sou suspeita para falar, pois faço parte de uma minoria espalhada pelo mundo que anda na contramão do convencional e que não aceita ficar doente só porque está ficando mais velha. O conhecimento já temos, só falta a atitude.

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