Bem-estar

Cinco maneiras de "comprar" a felicidade, segundo a ciência

Se o dinheiro não o faz feliz, talvez você esteja gastando da maneira errada, dizem os especialistas

19/05/2017 - 16h00min | Atualizada em 19/05/2017 - 22h07min
Cinco maneiras de "comprar" a felicidade, segundo a ciência /
 

No artigo If Money Doesn't Make You Happy Then You Probably Aren't Spending It Right (Se o dinheiro não o faz feliz, provavelmente você não está gastando da maneira correta, em tradução livre), três pesquisadores americanos trazem cinco maneiras indicadas pela ciência que podem fazer seu dinheiro lhe deixar mais feliz.

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Pense sobre os detalhes

Arthur queria uma casa grande na praia. Ele achava que a compra seria um caminho para a felicidade. Mas não parava para pensar em como seriam a manutenção e os gastos com segurança. Por morar no Interior, teria de viajar quatro horas todos os finais de semana para desfrutar da casa. Esses aspectos — ou seja, os detalhes do dia a dia —, frequentemente ficam de fora da imaginação das pessoas que idealizam uma compra que teoricamente aumentaria a felicidade.

Quanto mais distante um fato está na nossa imaginação, de forma mais abstrata pensamos sobre ele. E cientistas afirmam que ter uma visão mais realista das coisas importa, já que a felicidade depende desses pequenos detalhes: do cansaço na viagem da volta, do tempo gasto limpando uma casa grande em vez de passar curtindo a beira do mar. Quando pensamos em uma compra que poderia trazer um efeito duradouro de alegria, devemos pensar também sobre como será um dia típico com esse novo bem. É lá que moram os detalhes e, possivelmente, os drenadores da felicidade.

Gaste com os outros

Por sermos os seres mais sociáveis do planeta, quase tudo que fortalece nossa conexão com outras pessoas tende a aumentar a felicidade. Relações duradouras e saudáveis induzem à sensação de bem-estar. Dar um presente para quem você ama ou fazer doações podem ser maneiras de usar o dinheiro a seu favor.

Segundo os pesquisadores, uma série de estudos mostra, na prática, que gastar com os outros é benéfico. Em um deles, pessoas foram encorajadas a doar dinheiro para um projeto social local. Usando exames de imagem por ressonância magnética, observou-se que essa ação ativava áreas do cérebro associadas à recompensa.

O argumento dos cientistas é de que gastar em presentes ou doações tem um impacto poderoso nos relacionamentos, mas, geralmente, as pessoas acreditam que serão mais felizes gastando com elas mesmas. De acordo com os autores, é exatamente o contrário.

Gaste mais com várias coisas pequenas do que com poucas grandes

Não há nada errado com grandes compras, ou em querer gastar dinheiro com algo de melhor qualidade do que encher a casa de quinquilharias. Mas já que os recursos são, para a maioria, limitados, apreciar pequenas coisas que o dinheiro pode comprar com mais frequência pode deixar você mais feliz. Isso porque, como argumentam os pesquisadores, a felicidade depende mais da frequência a que somos expostos a coisas prazerosas do que efetivamente a sua intensidade. Isso acontece porque também temos a capacidade de nos adaptar rápido a certas coisas: o "carrão" logo torna-se apenas o "carro". Ir duas vezes por semana a um restaurante mais modesto pode trazer mais felicidade do que ir a lugar caríssimo apenas uma vez.

Confie na opinião dos outros

Frequentemente, somos aconselhados a fazer o contrário: siga o seu coração, dizem, não se importe com as opiniões dos outros, afinal, "cada um, cada um". Os autores do artigo afirmam que a melhor forma de prever se vamos desfrutar de uma experiência é falar com outros sobre ela. Outras pessoas podem ser boas fontes de dados e fatos sobre algo que temos a sensação de que vai nos fazer felizes, nos dando mais informações sobre o que as deixou bem com aquela compra ou experiência.

Invista em experiências

Segundo os pesquisadores, temos a tendência de pensar antecipadamente e relembrar mais vezes nossas experiências do que os bens materiais que adquirimos. Objetos nos deixam felizes quando os usamos, mas não tão felizes quando pensamos sobre eles. Essa é uma das diferenças: experiências nos trazem felicidades em ambas as situações e algumas coisas, como escalar uma montanha ou marcar um encontro com um novo amor, podem ser até mais prazerosas quando contempladas do que quando efetivamente foram realizadas.

 
 
 
 
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