Longe da meta

Apenas 6% dos meninos se vacinaram contra o HPV no Rio Grande do Sul

Imunização é direcionada a meninas entre nove e 14 anos e garotos entre 11 e 14 anos

13/07/2017 - 17h23min | Atualizada em 14/07/2017 - 08h25min
Apenas 6% dos meninos se vacinaram contra o HPV no Rio Grande do Sul Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS  

A Secretaria Estadual da Saúde está intensificando a campanha de chamamento para a vacinação contra o HPV. A imunização é direcionada a meninas entre nove e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. De acordo com o secretário João Gabbardo dos Reis, 40% das garotas estão vacinadas contra o HPV no Rio Grande do Sul. E só 6% dos meninos fizeram a primeira dose da vacina.

— Nossos números estão muito baixos também porque existe uma resistência dos pais. Mas essa vacina é a única maneira que a gente tem de evitar a transmissão do HPV no futuro. Mesmo que use o preservativo, essas lesões podem não estar nos locais protegidos — observa.

Para tentar melhorar a adesão, o governo gaúcho busca fortalecer a campanha junto aos adolescentes. Além da publicidade tradicional, o Estado está usando as redes sociais, inclusive com divulgação de vídeos e cards.

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— Um dos grandes motivos dessa campanha é que se descobriu que as lesões causadas pelo HPV estão altamente relacionadas à incidência de câncer, que pode aparecer anos depois como o do colo de útero — destaca, ao frisar que a Austrália foi o primeiro país a implantar a vacina na rede pública, em 2007. O Brasil começou a campanha nacional em 2014, mas desde 2011 a rede privada já oferecia a imunização.

Gabbardo garante que todas as unidades de saúde têm a vacina disponível e na quantidade suficiente para a campanha. Atualmente, mais de 700 mil doses teriam que ser aplicadas para atingir 100% da meta da campanha no Estado.

Para o secretário, as famílias não precisam se preocupar com a segurança da vacina ou considerá-la um ¿passaporte para relações sexuais¿. De acordo com Gabbardo, a vacinação precoce é para que, quando o adolescente atingir a idade de vida sexual ativa, já esteja imune à doença.

Além da campanha, uma das estratégias para melhorar os índices é a participação de equipes volantes nas escolas.

— Vamos trabalhar junto aos professores para que eles expliquem o que é um câncer, qual é esse vírus, qual a importância da vacina — detalha.

 
 
 
 
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