Copa 2014

Teste ZH

O que funcionou e o que deixou a desejar em Nigéria x Argentina

Organização melhorou em relação a outros jogos do Mundial no Beira-Rio

Omar Freitas / Agencia RBS
Mais de 1,6 mil torcedores sem ingresso foram barrados, mas acesso ao estádio foi considerado tranquilo

No maior desafio até aqui, os organizadores da Copa do Mundo em Porto Alegre passaram no teste. Mesmo com a presença de dezenas de milhares de argentinos para acompanhar a vitória da seleção hermana contra a Nigéria, no Beira-Rio, foram poucos os incidentes no entorno e dentro do estádio.

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Acessos

No acesso principal à área de restrição, pelo Caminho do Gol (Avenida Borges de Medeiros), a Brigada Militar (BM) mudou a estratégia, criando duas barreiras, em vez de uma. Na primeira, só era liberada uma determinada quantidade de torcedores por vez. Na segunda, os ingressos eram conferidos. Assim, a polícia evitou tumultos na hora de checar as entradas. Graças a isso, mais de 1,6 mil torcedores sem ingresso foram barrados. Sem maiores confusões.

Segurança

A estratégia de policiamento mudou, e houve um remanejamento dos policiais que atuaram na segurança do entorno do Beira-Rio nesta quarta-feira. A meta: prevenir a ação de torcedores sem ingresso que quisessem entrar na área restrita ou provocar tumultos. Apesar de a BM não divulgar o número de PMs, havia presença ostensiva de agentes do Batalhão de Choque em todas as vias de acesso ao estádio. Cambistas e pelo menos dois argentinos foram presos. O posto policial do estádio teve uma exigência inédita, e passou no teste. Cerca de 150 ingressos falsos foram recolhidos pela Polícia Civil - a esmagadora maioria, comprados na Argentina. A polícia também recebeu queixas de torcedores com credenciais falsas.

É o maior número de fraudes dos jogos de POA, segundo o delegado Luis Fernando Martins Oliveira. Nos outros jogos, foram em média duas ocorrências por partida, e apenas por perda de documentos.

Os argentinos que compraram ingresso falso foram levados para a Academia Civil Integrada de Segurança Pública, na Avenida Antônio de Carvalho.

Circulação

As grandes filas que se formaram nos bares durante o intervalo do jogo, na arquibancada superior, dificultaram a circulação pelo corredor. Outro ponto de reclamação de alguns torcedores foi o fato de que o fumo não foi coibido no corredor dos bares, apesar de placas indicarem a proibição.

Saída

O público saiu com tranqüilidade, mas a cerca na Padre Cacique incomodou por formar um brete. Não à toa, voluntários tentavam direcionar o público do lado do edifício-garagem para sair pelo lado sul. Como a volta era muito grande, pouca gente topou, e a frente do estádio acabou cheia.

 

Movimentação intensa na saída do Beira-Rio após Nigéria x Argentina
Foto: Rodrigo Müzell/Agencia RBS

Ônibus

As quatro linhas especiais de ônibus (Centro, PUCRS, Jockey e Aeroporto), que sofreram com o trânsito truncado antes da partida anterior na Capital, voltaram a funcionar com maior regularidade e menos tempo de deslocamento.

- Levamos meia hora desde o aeroporto e não pegamos congestionamento - afirmou Rafael Nickorn, por volta das 10h10min, recém-chegado de Passo Fundo.

José Duhalde veio com o filho e amigos de carro de Tucumán e era só elogios, tanto para as estradas, quanto para o esquema de estacionar no BarraShopping e pegar o ônibus exclusivo até as imediações do estádio:

- Tudo funcionou muito bem. Vocês estão de parabéns.

Acessibilidade

Novamente, o carrinho para pessoas com mobilidade reduzida funcionou bem. Morando nos Estados Unidos há 28 anos, a gaúcha Suzete Herrmann, 51 anos, elogiou o serviço. A mãe de Suzete, Nilvia Herrmann, 78 anos, chegou a dar um beijo no motorista para agradecer a carona.

- Coisa de brasileiro - disse, antes de tascar um beijo também no repórter, a pedido da filha.

Bares e alimentação

Assim como no jogo entre Austrália e Holanda, faltou comida em alguns bares da arquibancada superior. As filas eram grandes, mas, logo no início do segundo tempo, boa parte dos torcedores já havia sido atendido. A fila nos carrinhos de cerveja também era grande.

Banheiros

Ao contrário dos outros dias, houve desorganização na formação de filas. Os voluntários, em pequeno número, não conseguiram dar conta do fluxo de pessoas. Em um diálogo insólito, um argentino abordou uma voluntária que gritava em português o que deveriam ser orientações para formar a fila.

- Eles não te entendem - disse o torcedor hermano.

- Azar é o de vocês, vão ter de entender, não falo espanhol - respondeu a orientadora.

Além disso, repetiu-se a sujeira nos sanitários, já vista em outras partidas.

Sem chuva

Não depende dos organizadores, mas eles devem ter torcido bastante para que fosse assim: novamente não choveu em um dia de Copa do Mundo em Porto Alegre.

Confira as imagens da partida no Beira-Rio:

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