
A chuva que espantou dos bares até mesmo os mais boêmios porto-alegrenses da rua na noite de sexta-feira não deteve os gringos recém-chegados à capital gaúcha para a partida entre França e Honduras, que ocorre neste domingo no Estádio Beira-Rio. Em menos de duas horas de Porto Alegre, o trio alemão Elmar Englert, Florian Schebler e Ferdinand Albert abancou-se em um bar da Cidade Baixa. Sobre a mesa, caipirinhas, polenta frita com queijo e restos do que parecia ser uma porção de filé.
- Não se parece com nada que eu tenha provado até hoje. É muito melhor que cerveja! - disse Florian sobre o drink brasileiro que tomou pela primeira vez.
Capaz de abalar a quase sagrada relação dos alemães com a cerveja, a primeira caipirinha não foi suficiente para diminuir a confiança do grupo germânico em sua seleção. Convictos sobre a vitória de seu time, os três só divergiram sobre o possível adversário na final: Argentina e Brasil eram os preferidos.
Já os hondurenhos Eduuard Kamar e Eduuard Fernandez, pai e filho, não nutriam grandes expectativas para o Mundial. Depois de Porto Alegre, a dupla acompanhará a equipe nos jogos em Curitiba e Manaus.
- Essa não é uma grande equipe, mas temos esperança. Ficarei feliz se passar à próxima fase - avaliou o patriarca.
Se para os estrangeiros o clima é de festa, os empresários estão focados no trabalho. Dono de um bar na Rua General Lima e Silva, Sandro Gnoatto diz que o movimento ainda está muito aquém do esperado para o Mundial. Além de cardápios em inglês e espanhol, ele contratou seis novos funcionários com a expectativa do aumento da demanda, que não se confirmou.
- Esta semana foi a pior dos últimos quatro anos. Até agora, os números não têm sido significativos, mas esperamos que melhore.