
Nenhuma seleção feita no Brasil bateria a da Alemanha nas circunstâncias em que foi disputada aquela semifinal da Copa do Mundo. Porque o futebol brasileiro está em fase decadente e por causa de todo o clima emocional que o país viveu durante a competição.
Mas o resultado normal não seria 7 a 1, como foi. O normal seria qualquer placar modesto, com um ou dois gols de diferença. O 7 a 1 foi épico e trágico. E, de certa forma, lindo, porque os grandes dramas também fazem parte da beleza do futebol.
David Coimbra: Felipão ri, Felipão comemora. Mas Felipão não debocha
Luiz Zini Pires: Felipão dá nó tático em Abel e chama goleada
Paulo Sant'ana: nem acredito na goleada!
Belas histórias precisam de dramas, ou não têm a carga emocional suficiente para se transformarem em belas histórias. E os grandes personagens, os grandes heróis, têm, necessariamente, de passar por esses dramas. E superá-los.
Luiz Felipe é um desses personagens heroicos. Se Luiz Felipe não tivesse participado do drama dos 7 a 1, não teria voltado ao Grêmio. Se não tivesse voltado ao Grêmio, não teria participado da histórica goleada no Gre-Nal do último domingo. Essa é a beleza da história. Essa é a beleza do futebol. A grande tragédia, às vezes, está às vésperas da glória imortal.