No dia do recorde da bolsa, o sinal de que o mercado financeiro ainda não tem unanimidade sólida sobre o cenário futuro veio com a pequena alta do dólar. A cotação avançou 0,36%, para R$ 3,11 no comercial, e para R$ 3,08 na Ptax do Banco Central (gráfico acima).
São incomuns avanços simultâneos, ainda que discretos, no dólar e na bolsa. O usual é o jogo de gangorra: um sobe, outro desce. O que explica é o grau de incerteza sobre a solidez da retomada. O potencial de surpresas ainda é alto, o que sugere cautela.
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Mas o que fica nítido, no gráfico acima, é a trajetória que declina desde o ápice do dia seguinte à delação da JBS. No Brasil, reconhecem os operadores de mercado, as avaliações de cenário ainda são muito conectadas com a política.
Desde o surgimento do aúdio entre Joesley Batista e Ricardo Saud, baixou a voltagem das acusações que afetam o Planalto. Existe a percepção de que se criou espaço para a reforma da Previdência – ou ao menos alguns dos pontos originalmente previstos. Mas as dúvidas ainda superam as certezas.