Luto

Relembre as adaptações de obras de Ariano Suassuna para TV e cinema

Escritor de 87 anos sofreu AVC e passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu nessa quarta-feira

Atualizada em 23/07/2014 | 19h0623/07/2014 | 18h09
Relembre as adaptações de obras de Ariano Suassuna para TV e cinema DIVULGAÇÃO/NELSON DI RAGO
Foto: DIVULGAÇÃO / NELSON DI RAGO

O escritor Ariano Suassuna, 87 anos, morreu nesta quarta-feira no Recife. Relembre abaixo algumas adaptações de obras do autor para o cinema e a TV.

Relembre as principais obras de Suassuna
As visitas de Ariano Suassuna ao RS
Cintia Moscovich: "Um gentil raposo"

Adaptado para a TV e o cinema sob o comando de Guel Arraes em 1999, O Auto da Compadecida serviu de exemplo para uma leva de minisséries posteriores, elaboradas para serem exibidas tanto na televisão quanto no formato de longa-metragem. Um dos títulos dessa leva é A Pedra do Reino, que o diretor Luiz Fernando Carvalho adaptou, em 2007, de Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta.
Carvalho incorporou à trama elementos de Torturas de um Coração e O Santo e a Porca, outras duas peças de Suassuna. Esta última também foi parar na Globo, incorporada na dramaturgia do especial Brava Gente, que foi ao ar entre 2000 e 2003.




A chegada de Suassuna ao cinema, no entanto, é anterior: em 1969, o diretor e roteirista George Jonas assinou A Compadecida, longa estrelado por Regina Duarte e Armando Bógus. Esse filme e também Os Trapalhões no Auto da Compadecida (de Roberto Santos, 1987), que leva Didi e companhia para o universo do maior representante da dramaturgia nordestina de raízes populares, têm como matriz o clássico maior da obra de Suassuna.

No teatro, o grande autor segue sendo montado ininterruptamente desde os anos 1950, contando com encenações de grandes nomes como Zbigniew Ziembinski (O Santo e a Porca), Antunes Filho (A Pedra do Reino), Ademar Guerra (O Auto da Compadecida) e Aderbal Freire-Filho (A Farsa da Boa Preguiça). Entre os espetáculos mais recentes estão O Casamento Suspeitoso, com direção de Sérgio Ferrara, e As Conchambranças de Quaderna, de Inez Viana. Dado o grande interesse dos diretores, das mais variadas gerações, pode-se dizer que a quantidade de montagens a lembrar de Suassuna não arrefecerá.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.