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Nos principais palcos de Porto Alegre, a plateia vibra com Raul Seixas, Frank Sinatra, Edith Piaf e Freddie Mercury. Não, a Capital não se tornou um aglomerado de mesas brancas, mas produtoras apostam na nostalgia do público gaúcho para atrair os espíritos de grandes astros do passado, em tributos cada vez mais frequentes no calendário de shows do Estado.
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O ator e músico Renato Ignácio, que encarna Raul Seixas no musical Viva Raul, conta que não é raro ver gente chorando ao fim de algumas canções.
- É o tipo de espetáculo que mexe com a memória afetiva das pessoas - conta ele, que se apresenta nesta quinta em Novo Hamburgo e sexta em Porto Alegre. - Muitos dos fãs que vêm assistir ao nosso show nunca viram o Raul quando ele era vivo, então essa é uma oportunidade de ter uma ideia de como seria.
Para o britânico Louis Hoover, que vem a Porto Alegre em agosto apresentar Salute to Sinatra, apenas o saudosismo não explica o sucesso de produções do gênero:
- Mais do que ouvir músicas que marcaram suas vidas, as pessoas querem boas canções, bem produzidas e arranjadas, que toquem seus corações. Isso é meio raro hoje em dia.
Noemia Matsumoto, diretora de programação e marketing da Opus Promoções, responsável pela maioria dos tributos que vêm a Porto Alegre nos próximos meses, concorda com Hoover e Ignácio - e aponta o aumento da qualidade das produções como outro fator decisivo.
- O fã não quer ver seu artista mal representado. Por isso, essas produções capricham tanto, seja na cenografia, no figurino ou na semelhança de suas figuras principais com os ídolos originais - diz Noemia, citando o argentino Pablo Padín, o Freedie Mercury do tributo God Save the Queen, que retorna à Capital três meses depois de sua visita anterior.
Uma das marcas do sucesso desses espetáculo, acrescenta Noemia, é justamente esse eterno retorno. Além do Queen, o show dedicado à cantora francesa Edith Piaf, que faz nova apresentação na Capital em setembro, passou por aqui em maio. No primeiro semestre, os gaúchos ainda ovacionaram U2, Abba, Michael Jackson, Pink Floyd e Bee Gees - sem contar o musical Pro Dia Nascer Feliz, dedicado a Cazuza, e o tributo a Tim Maia com Ivete Sangalo e Criolo.
Outro fator apontado pela diretora de programação é o preço, com lotes de meia-entrada que quase nunca ultrapassam os dois dígitos:
- Os tributos são produções enxutas, de logística mais simples, e isso acaba refletindo no valor dos ingressos. E isso contribui para que esse tipo de show tenha uma característica familiar: o pai, que é fã, pode levar os filhos junto.
