Televisão

"Shark tank Brasil" não quer ser apenas programa de negócios, quer divertir

Reality show estreou nesta quinta-feira, no Canal Sony

Por: Estadão Conteúdo
14/10/2016 - 16h04min | Atualizada em 14/10/2016 - 16h04min
"Shark tank Brasil" não quer ser apenas programa de negócios, quer divertir Sony/Divulgação
Foto: Sony / Divulgação

"Toda ideia tem um preço" é o mote do Shark tank Brasil - Negociando com tubarões, que estreou nesta quinta-feira, no Canal Sony. E quem vai pagar – ou não – este preço são grandes investidores escolhidos a dedo pelo programa.

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Os tubarões que vão escolher as melhores ideias são: João Appolinário, fundador da Polishop; Cristiana Arcangelli, empresária no segmento de moda e beleza; Robinson Shiba, presidente do China in Box e da Gendai; e Sorocaba, cantor e empresário. Carlos Wizard, fundador da rede de escolas de idioma Wizard, e Camila Farani, uma das principais investidoras-anjo do país, revezam a cadeira rotativa.

Entre os produtos apresentados, há de tudo um pouco: roupas para ciclistas, um dispositivo que gela as bebidas rapidamente, comidas orgânicas para bebês, próteses para pessoas amputadas e até um adubo orgânico chamado "bosta em lata". Os tubarões não conhecem os produtos até a hora da gravação do programa, por isso, a apresentação é sempre muito completa, com produto, caracterização e frases bem colocadas.

Depois da apresentação, o candidato fala quanto dinheiro quer de investimento e qual a porcentagem de participação que ele oferece por esse valor. A principal regra do programa é: os investidores não podem abaixar o valor pedido, apenas aumentar a participação.

Os empresários dizem se querem ou não participar do negócio, explicam como podem ajudar de acordo com seus conhecimentos de mercado e dão dicas. Às vezes, acontece de mais de um dos tubarões querer investir, então eles se tornam sócios.

Ao todo, são 13 episódios de uma hora de duração cada. Em cada um deles, são exibidos de quatro a cinco produtos. O formato, no Brasil produzido pela Floresta, é o mesmo da versão americana e não tem apresentador. O programa já começa com os cinco tubarões sentados em seus lugares e, depois, há uma introdução ao projeto que será apresentado, com depoimentos do idealizador e de pessoas próximas. Em seguida, o candidato vai ao estúdio apresentar sua ideia.

– Muitas vezes aparecia um "professor pardal", o participante entendia demais do produto, sabia tudo, mas não sabia como vender. Em algumas situações, o sujeito não conseguia enxergar o que a gente tinha para somar ao negócio dele, ele achava que estava sendo explorado. Aí não fechava o negócio e saía chorando – disse Sorocaba em evento de lançamento do programa sobre alguns participantes.

Os tubarões têm perfis diferentes de propósito, para conseguir auxiliar nos mais diversos setores mercadológicos. Appolinário, por exemplo, tem a vantagem de ser um grande distribuidor varejista: 

– Muitas vezes, a pessoa tem um produto incrível mas não tem como distribuir, como chegar ao consumidor final. E como eu já tenho toda uma infraestrutura de distribuição e trabalho com produtos diversos, tenho muito a acrescentar.

Sorocaba tem conhecimentos nas áreas de entretenimento e música, enquanto Camila Farani é focada em startups na área de tecnologia e Shiba é especialista na área alimentícia.

Por terem tanto conhecimento e por acontecer um investimento real ali, de milhares de reais, os empreendedores são bastante objetivos e, às vezes, um pouco duros com os candidatos. 

– A gente tem que ser realista – explica Shiba. 

– Fiquei nessa dúvida por ser cantor, uma pessoa pública: como as pessoas vão me ver lá dentro? O mecanismo da minha cabeça foi: dentro do programa, vou conseguir explicar (termos técnicos do mundo dos negócios) e tirar essa história do empresário explorador. Os telespectadores vão nos ver mais como heróis do que como vilões – acredita Sorocaba.

Uma recusa aqui, uma ajuda ali. No primeiro episódio do programa, um participante leva um protótipo de prótese ortopédica inovadora, com materiais diferentes e custo de produção mais acessível. O problema é que o candidato ainda não havia entrado com o pedido de autorização para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por conta do grande risco do produto não ser liberado, todos os tubarões recusaram investir na prótese, mesmo que tenham admirado a iniciativa do rapaz. No evento de lançamento do programa, porém, Cristiana Arcangeli revelou que o está ajudando fora do programa.

– Quem vai colocar dinheiro numa coisa que tem um risco muito grande de não parar em pé? Tem vários projetos em que não conseguimos investir porque a pessoa não estava preparada – disse Cristiana – Mas eu gostei da ideia e estou ajudando, dando consultoria para ele fora do programa – completou.

Shark Tank - Negociando com Tubarões estreou nesta quinta-feira, no Canal Sony, às 21h. Toda semana, terá um episódio inédito e reprises em horários diversos no canal.

 
 
 
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