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Combinando alta tecnologia e psicologia, série "Bull" estreia nesta quinta-feira

Na trama, um psicólogo com uma equipe especializada em diversas áreas tem como objetivo preparar seus clientes que vão a julgamento para que sejam inocentados nos tribunais

Por: Estadão Conteúdo
20/04/2017 - 10h10min | Atualizada em 20/04/2017 - 10h10min
Combinando alta tecnologia e psicologia, série "Bull" estreia nesta quinta-feira Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação  

A influência da tecnologia no nosso cotidiano é um tema que tem instigado o campo da ficção. A série Black Mirror debate isso deliberadamente a cada episódio – e quase sempre deixa o espectador numa zona de total desconforto –, usando como cenário um futuro que não é tão distante assim. Mr. Robot conta a história de um programador que, à noite, é um hacker, e recebe a missão de acabar com a empresa para a qual trabalha. Isso para citar apenas alguns exemplos.

Na série dramática Bull, que estreia na quinta-feira, 20, às 23h15, no canal A&E, as ferramentas tecnológicas são usadas a serviço da Trial Analysis Corporation, empresa de práticas pouco ortodoxas comandada pelo psicólogo Jason Bull, interpretado pelo ator Michael Weatherly (da série NCIS). Dr. Bull é brilhante, manipulador, cínico, intuitivo. Quer tentar desvendar as pessoas, como chegam a descrevê-lo. E ele soma toda sua perspicácia e seu conhecimento no comportamento humano à tal alta tecnologia e também a uma equipe especializada em diversas áreas (um advogado, uma investigadora, uma hacker, entre outros), tendo em vista um único objeto: preparar seus clientes que vão a julgamento para que sejam inocentados nos tribunais.

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No episódio de estreia, O Colar, Dr. Bull é contratado para livrar o filho de um milionário da prisão. O rapaz é acusado de ter matado uma garota, traficante de drogas, com quem teve relações sexuais, mas ele alega inocência.

Com o caso em mãos, Dr. Bull, em seu QG, inicia o processo de defesa do jovem simulando a formação de um júri, que não é para valer, mas que servirá como laboratório. Ele analisa um a um desse hipotético júri e identifica, por meio de gestos, peças de vestuário e históricos de vida, qual será a sentença de cada um deles. A ideia é mergulhar fundo nos jurados. "Sabemos o que pensam desde o começo", explica Dr. Bull para o pai do rapaz acusado de assassinato.

Mesmo antes da formação do júri de verdade, essa equipe faz um perfil prévio de cada jurado em potencial, seus padrões de comportamento na vida e, sobretudo, no online: o que eles curtiram ou recusaram. E, munida dessas informações, vai "filtrar" o que poderá sensibilizar os jurados, como ocorre no sistema de algoritmo das redes sociais, e colocar tudo isso nas falas do advogado de defesa do rapaz. Afinal, para Dr. Bull, os meios justificam o fim, que é o veredicto desejado.

Bull é inspirada no início da carreira do escritor best-seller e apresentador de TV Dr. Phil McGraw, que fundou uma empresa de sucesso de assessoria jurídica. Com O Colar, a série começa instigante. E tem potencial para continuar assim.

* Estadão Conteúdo

 
 
 
 
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