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Dunga volta à Seleção Brasileira: "Não podemos achar que somos os melhores"

Em coletiva, presidente José Maria Marin apresentou o novo comandante

Atualizada em 22/07/2014 | 12h2622/07/2014 | 10h59
Dunga volta à Seleção Brasileira: "Não podemos achar que somos os melhores" Fábio Motta/Estadão Conteúdo/
Dunga: "Quero mudar a maneira das pessoas pensarem ao meu respeito" Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Dunga está de volta à Seleção Brasileira. Em coletiva no final da manhã desta terça-feira, o presidente José Maria Marin confirmou o retorno do treinador, que já havia passado pela Seleção entre 2006 e 2010.

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— O torcedor está machucado, mas vamos reconquistar ele através dos resultados, demonstrando que queremos fazer o melhor. Não vou vender sonho, é uma realidade e que precisa de trabalho. Nada é definitivo, e precisamos conquistar a cada minuto. Há pessoas muito competentes. Não podemos achar que somos os melhores. Precisamos resgatar a capacidade. Mas não podemos não ter humildade de reconhecer que os outros trabalharam muitos anos para estar entre os melhores — disse Dunga.

O técnico reconhece que precisa melhorar em alguns aspectos. Entre eles, o relacionamento com os jornalistas.

— As conversas com a imprensa têm que ser para todos ouvirem. Teus colegas têm que saber teu pensamento. Tudo que for em prol da Seleção, que ajude, que não for vantagem individual, vou estar pronto para ouvir — comentou.

Sobre a rejeição ao seu nome, o gaúcho diz que irá provar com trabalho de que é o técnico certo para a Seleção.

— Os meus números, o trabalho realizado foram os indícios pelo qual fui chamado. Injustiça não existe, tanto que estou aqui. Cometemos erros, mas precisamos reconhecer para ser uma pessoa melhor e não cometê-los novamente. Sempre me preocupei com as minhas ações para realizar o meu trabalho da melhor maneira possível.

No tempo em que esteve parado, o comandante garante que seguiu se atualizando.

— Assisti a muitos jogos, falei com pessoas com outra visão do futebol. Nós, após os jogos, fazíamos reuniões mais tranquilas durante a Copa para ver o que cada um pensava do futebol, das novidades, defeitos e virtudes. Todo treinador começa organizando a parte defensiva. E eu me vangloriar que faço curso e tudo mais, não vale. Vale colocar o trabalho em campo e tirar de cada um o melhor para o coletivo — afirmou.

— Quero mudar a maneira das pessoas pensarem ao meu respeito. Neste período fora, pensei muito — discorreu.

Antes e depois
Na primeira passagem, Dunga conquistou dois títulos: a Copa América, em 2007, e a Copa das Confederações, em 2009. As decepções foram a eliminação para a Argentina na semifinal olímpica, em Pequim, e para a Holanda, nas quartas de final da Copa de 2010, na África do Sul.

Na segunda chance, o treinador terá várias competições oficiais durante o ciclo até a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Serão duas Copas América — em 2015, no Chile, e em 2016, uma edição especial nos Estados Unidos —, as Eliminatórias da Copa, entre 2015 e 2017, e possivelmente a Copa das Confederações — na Rússia, caso o Brasil vença a Copa América de 2015.

A história de Dunga

Dunga nasceu em 31 de outubro de 1962, em Ijuí. Volante, começou a carreira no Inter. Teve passagens por Corinthians, Santos, Vasco, Pisa, Fiorentina, Pescara, Stuttgart e Júbilo Iwata, antes de voltar ao Inter para encerrar a carreira entre 1999 e 2000.

Na Seleção Brasileira, o meio-campista atuou em três Copas do Mundo. Marcado pelo fracasso em 1990, deu a volta por cima para levantar a taça quatro anos depois. Em 1998, ainda seria capitão do vice-campeonato na França.

Como treinador, teve logo na Seleção o seu primeiro trabalho. Assumiu depois da eliminação na Copa de 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, com a missão de remontar a estrutura da equipe para 2010. Apesar dos bons resultados no ciclo, não alcançou o hexa.

Seu último trabalho foi no Inter, em 2013. Foi campeão gaúcho, mas acabou demitido após uma campanha fraca no Brasileirão.

*ZHESPORTES

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