Tensão

Polícia dispersa manifestantes com gás lacrimogêneo perto do Maracanã

Cerca de 300 pessoas tentaram se aproximar do palco da final da Copa

Atualizada em 13/07/2014 | 17h5113/07/2014 | 16h12
Polícia dispersa manifestantes com gás lacrimogêneo perto do Maracanã Yasuyoshi Chiba,AFP/
Polícia teve que agir nos arredores do Maracanã Foto: Yasuyoshi Chiba,AFP
Policiais dispersaram com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral um grupo de cerca de 300 manifestantes que tentava se aproximar do estádio Maracanã, antes do início da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, neste domingo.

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Os manifestantes protestavam contra o Mundial, contra as condições precárias da saúde pública e contra a repressão policial, um dia depois da detenção de 19 ativistas acusados de vandalismo em outros protestos.


Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil

A polícia montada foi mobilizada para enfrentar os manifestantes, cercados por centenas de soldados da PM na Praça Saens Peña, na Tijuca (zona norte do Rio), a um quilômetro do estádio.

Prevendo a manifestação no centro comercial do bairro, a Polícia Militar já havia montado um forte esquema de segurança, bloqueando os acessos de veículos à praça. Depois do início do ato, os policiais formaram uma barreira em torno dos manifestantes, chegando a usar spray de pimenta contra aqueles que tentassem romper o cordão de isolamento.


Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil

Os manifestantes exibiam cartazes com frases como "Libertem os presos" e "Protesto não é crime", em referência aos ativistas detidos durante os protestos contra a Copa do Mundo. Outros indicavam "Fuck FIFA", ou "Chame o Neymar e cuide da minha saúde".

No total, 26 mil policiais e soldados faziam parte do esquema de segurança montado neste domingo no Rio de Janeiro, na maior mobilização das forças de segurança da história do Brasil.


Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil

Ativistas envolvidos em outros protestos

A polícia deteve no sábado 19 ativistas, incluindo Elisa de Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho, de 28 anos. Considerada uma das líderes das manifestações, Sininho foi detida em Porto Alegre. Outros nove manifestantes ainda estão sendo procurados. Eles são considerados foragidos.

De acordo com a polícia, os manifestantes estavam organizando ações violentas para este domingo. Contra os detidos, há um mandado de prisão preventiva de cinco dias. Eles podem ser condenados a até três anos de prisão por formação de quadrilha.

*AFP

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