Hora de celebrar

"Hoje foi o dia do burro com sorte", diz Abel após vitória

Técnico do Inter comemora vaga na Libertadores: "foi título sem taça"

29/11/2014 - 23h32min
"Hoje foi o dia do burro com sorte", diz Abel após vitória Bruno Alencastro/Agência RBS
Abel agradeceu empenho dos jogadores e elogiou ambiente vivido no Beira-Rio Foto: Bruno Alencastro / Agência RBS  

A classificação do Inter à Copa Libertadores 2015 foi celebrada por Abel Braga na sua entrevista coletiva após a vitória por 3 a 1 sobre o Palmeiras. O treinador colorado comemorou a vaga e agradeceu o apoio dos jogadores e dirigentes nos momentos difíceis que o clube viveu no Brasileirão, e disse que o ambiente do clube é o que ajudou o Inter a chegar à competição continental.

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Falando primeiro sobre o jogo, Abel brincou ao dizer que as suas escolhas — como a de Taiberson no time titular e as entradas de Valdívia e do garoto Gustavo, estreante, no segundo tempo — deram certo.

— Hoje eu estou feliz. Hoje foi o dia do burro com sorte. Eu fiquei sem nove jogadores para colocar no banco, e aí colocamos os guris. Aí sabe o que acontece se eu perco hoje? Iam perguntar "por que não começou com Valdívia?". Quando o Tuchê (apelido pelo qual Taiberson é conhecido no grupo) morreu, o D'Alessandro veio me perguntar "professor, vai entrar o Gustavo?" E deu certo. Tá aí: Tuchê fez o gol, Valdívia fez o gol — afirmou Abel, em meio aos gritos de comemoração de torcedores que estavam presentes no setor de entrevistas.

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Abel ressaltou, quando perguntado sobre a confusão envolvendo Fabrício e o palmeirense Bruno César, que o lateral-esquerdo do Inter foi expulso injustamente, na sua opinião.

— Eu não falo de arbitragem, vocês sabem. Mas o Fabrício não fez absolutamente nada. Quem agrediu foi o jogador do Palmeiras. Ele não fez nada, aí o cara perguntou pro juiz se não ia expulsar o Fabrício. Ele não fez nada. O que o Fabrício fez foi um gol pra nós, decisivo.

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Depois, ao falar sobre a classificação à Libertadores, o treinador fez questão de elogiar o ambiente vivido no Beira-Rio — principalmente o apoio dos jogadores veteranos aos garotos que entraram no time nas últimas partidas, casos de Taiberson e Gustavo.

— Estou orgulhoso não só dos meninos, mas também dos antigos. Porque não é fácil entrarem os guris, como o Alisson, Alan Costa, Valdívia, e hoje. É porque o pessoal apoia. Eles (os veteranos) sabem como foram importantes hoje, nessa campanha. Estou orgulhoso desse grupo. Há um grande ambiente. O que faz o diferencial desse grupo é a grande amizade que existe entre nós — afirmou.

Ao comentar a campanha do Inter, e o fato de que queria ajudar o clube a vencer o título brasileiro que não conquista desde 1979, Abel ressaltou o apoio que teve da direção nos momentos mais complicados, como nas goleadas sofridas para a Chapecoense e no clássico Gre-Nal.

— É um sentimento ruim quando você lamenta, e no futebol você se lamenta muito. Acho que a gente poderia ter ido mais longe. Cometemos erros imperdoáveis, mas estou muito feliz porque a direção acreditou. Quando cheguei, no começo do ano, a ideia da direção era de que muitos jogadores saíssem, mas eu pedi que ficassem. E tive credibilidade, que passei para os jogadores. Banquei a permanência deles, e deram uma resposta maravilhosa. Nos dois únicos momentos complicados, tivemos o comando de pessoas sérias. É importante poder dizer aos jogadores "eles (a direção) estão apoiando, estão comigo, e eu estou com vocês". São pequenos momentos que fazem a diferença: ter pessoas que te comandam com caráter.

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