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O Inter já tem um novo reforço estrangeiro para 2015: Carlos Martín Luque. Novo, sim, porque o atacante argentino de 21 anos, mal esteve em campo por quatro partidas com a equipe principal (três amistosos, uma pelo Brasileirão).
Disputou todas elas com um forte incômodo na região pubiana. Treinou e jogou até não aguentar mais a dor. Aí, foi operado, e a sua primeira temporada brasileira chegou ao fim em 13 de setembro. Luque ainda é um desconhecido para os colorados.
Destaque do Colón, de Santa Fe, Luque foi comprado pelo investidor Delcir Sonda a pedido do Inter. Antes da contratação, dirigentes do Inter conversaram com o jogador. Chegaram a ir à concentração do Colón, na véspera de uma partida decisiva pelo Campeonato Argentino, a fim de lhe entregar em mãos uma camisa do novo clube. O Inter ansiava pela velocidade de Luque, enquanto Luque sonhava com o futebol brasileiro. Acabou jogando pouco até aqui. Em Porto Alegre, mora com o pai, José Luis.
Na goleada por 4 a 0 sobre o Flamengo, entrou no lugar de Aránguiz, ainda no começo da partida, e foi substituído no segundo tempo. Saiu aplaudido, no Beira-Rio, mais por deferência da torcida, pois apresentou pouco aos torcedores. A partir de janeiro, porém, o argentino brigará por vaga no ataque do Inter com Eduardo Sasha e com Nilmar, em um setor ofensivo que será baseado na velocidade e rápidas trocas de passes.
Luque e Sasha começarão a treinar com o coordenador de preparação física, Élio Carravetta, nesta segunda-feira. Ambos passarão por um período de "retreinamento", que irá até 18 de dezembro. Somente depois, eles sairão em férias. O plano é que voltem prontos para iniciar a pré-temporada.
Reforços a caminho: Luque, Sasha e Thales correm ao redor do CT
Nesta entrevista a Zero Hora, Luque fala sobre recuperar o tempo perdido em sua missão brasileira, revela que está totalmente recuperado das dores no púbis e conta que ficou impressionado com a boa educação dos torcedores gaúchos, segundo ele, bem diferente dos argentinos. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Você está há quase seis meses em Porto Alegre. Como está o português?Aprendi algumas palavras, algumas eu falo muito bem, mas não tenho um professor, não faço aulas de português. Aprendo no dia a dia.
Você chegou como destaque, mas veio a lesão. Isto te desmotivou?
Cheguei com muitas expectativas, é verdade. Havia tempo eu não tinha uma lesão na Argentina. Aqui, os treinos são diferentes, algo natural, e senti a falta de uma pré-temporada. Acabou acontecendo a lesão. Mas agora estou bem, pronto e motivado para recomeçar.
As dores no púbis se agravaram aqui, em Porto Alegre?
Na Argentina, tive isto (pubalgia) em 2012. Nunca parei de treinar ou de jogar. Jogava bem e ficava com dores durante a semana, quando me recuperava. Comecei a sentir as dores outra vez com a mudança de treinamento, aqui, já que era bem diferente do que eu estava acostumado. E acabei tendo que fazer a cirurgia.
E quando se falou em cirurgia, sobre ficar um tempo parado, qual foi a sua reação?
Nunca fiquei tanto tempo parado, mas acabou sendo melhor assim. Estou bem recuperado e, a partir de agora, retomarei os treinos. Quero voltar e poder conquistar títulos pelo Inter. Estar aqui é um sonho.
Você fala em voltar, está parecendo motivado, mas em que condições será este retorno?
Espero voltar bem, já no começo do ano. O estilo de jogo aqui é parecido com o da Argentina, talvez mais forte ainda. Mas espero já voltar bem na pré-temporada.
Recuperado, você surge como um dos importantes reforços do Inter para 2015. Imagina que será um recomeço cauteloso, moroso até?
Sou reforço, sim, e sei disto. Preciso arrancar bem na temporada, já perdi tempo demais. Quero arrancar com tudo desde o início.
O que te pareceu o clássico Gre-Nal?
São jogos difíceis e muito parelhos. Vencemos em casa, eles na deles. Mas é uma partida que precisa ser jogada, não falada. Como não joguei, ainda não posso opinar. Mas a repercussão na cidade foi grandiosa com os clássicos. Os torcedores de Inter e Grêmio são fanáticos e apaixonados, mas percebi um grande respeito. Neste ponto, é muito parecido com a Argentina. Mas, os daqui, me pareceram mais apaixonados.
Mesmo tendo jogado pouco, você já é reconhecido nas ruas?
Sim, sim, apesar de não estar jogando, há pessoas que me reconhecem, me param para conversar e são muito respeitosos. Não é como na Argentina. Aqui, as pessoas me param, me animam, é diferente. Lá, eles xingam, te importunam...
O que você faz em Porto Alegre nos dias de folga?
Saio muito pouco, vou ao shopping, ao super. Sou caseiro, um cara família, quase não saio.
O torcedor do Inter ainda não conhece o teu futebol. O que ele poderá esperar de Luque em 2015?
Muita vontade de jogar. Tomara que o nosso 2015 seja um ano de Libertadores.
Na Argentina, muitos comparam o seu futebol ao de Claudio Caniggia e ao de Ángel Di María. Como você lida com isto?
Não dou bola para isto. Conheço Caniggia, como pessoa, como jogador. Admiro muito Di María. São dois ídolos. Não me comparo com ninguém. O fato é que tenho um longo caminho a percorrer e a crescer ainda, aqui, no Inter.
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