Em recuperação 

Rio Grande do Sul é o Estado com terceiro melhor saldo em geração de empregos em fevereiro 

Mercado de trabalho gaúcho criou 10,6 mil vagas com carteira assinada. Indústria de transformação registrou o melhor resultado no período, com saldo positivo de 8,9 mil contratações 

Por: Zero Hora
16/03/2017 - 18h49min | Atualizada em 16/03/2017 - 20h05min
Rio Grande do Sul é o Estado com terceiro melhor saldo em geração de empregos em fevereiro  Diego Redel/Agencia RBS
Foto: Diego Redel / Agencia RBS  

Pelo segundo mês consecutivo, o Rio Grande do Sul é o Estado com terceiro melhor saldo em geração de empregos no Brasil. Conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nesta quinta-feira, o mercado de trabalho gaúcho teve variação positiva de 10,6 mil vagas com carteira assinada em fevereiro deste ano — 98,2 mil admissões contra 87,6 mil demissões. O Estado só ficou atrás de São Paulo (25.412) e Santa Catarina (14.858).

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No Rio Grande do Sul, a indústria de transformação teve o melhor resultado no período, com saldo positivo de 8,9 mil postos. Seguindo o ritmo nacional em fevereiro, o comércio demitiu mais do que contratou, com saldo de negativo 926 vagas formais.

Duas cidades do Vale do Rio Pardo tiveram a melhor variação positiva entre contratações e desligamentos: Santa Cruz do Sul (1,7 mil) e Venâncio Aires (1,3 mil), seguidas por Caxias do Sul, na Serra, que registrou saldo de 1,2 mil. Capão da Canoa, no Litoral Norte, que fechou 1.075 vagas e abriu apenas 385, ficou na pior colocação no Estado.

Saldo positivo após quase dois anos

No Brasil, os números também foram positivos. O país registrou 1.250.831 contratações contra 1.215.219 demissões, resultando em variação positiva de 35,6 mil vagas. Essa é a primeira vez que o Brasil gera novas vagas de empregos formais após um período de 22 meses.

As regiões Sul (35.422), Sudeste (24.188) e Centro-Oeste (15.740) foram determinantes para o resultado. Na contramão, no Norte e no Nordeste o número de dispensas superou o de contratações, com reduções de 2.730 vagas e 37.008, respectivamente.

Os números foram comemorados pelo presidente Michel Temer (PMDB):

— É preciso começar e o começo veio por essa notícia que estou dando a vocês — disse.

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